"I´m a princess! And this is not how a princess is supposed to look!"

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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

MAIS UM ANIMAL LÁ EM CASA!


O Pai Natal da Marquesa R, conhecido neste blog por Homem Bala, como manda a tradição em época natalícia prepara para a rapariga "a prenda", e depois de pistas e mais pistas que até código morse incluía, retira da cartola um repelente réptil!

Pelos vistos dele se diz ser um dragão, embora a mim mais me parece um lagarto! Lógico que um "dragão", jamais meteria um lagarto em casa (se é que me faço entender!).
Por isso, depois de muito magicar o pai natal cá de casa, encontrou a solução para aumentar consideravelmente a sua zona de conforto, agora impenetrável, e para fazer jus ao meu último remade da sogra. Ora como seria de esperar esta minha repugnância por animais mais pequenos que um cão, herdei da minha querida mãezinha.
Assim homem-bala mata dois coelhos de uma cajadada só, mantém a sogra bem longe de casa e sempre que euzinha o incomodar, ele saca do sacana do bicho e eu pisgo-me a sete pés.
Nem sequer tenho voto, pois a Marquesa R, anda delirante, era mesmo isso que ela queria, a Marquesa M, também fica extasiada, põe as suas minúsculas mãozinha no queixo e cotovelos na mesa a apreciar o nojento bicharoco!
Até agora as duas únicas vantagens: primeiro é que o bicharoco não ouve, o que me deixa bem à vontade para gritar como se não houvesse amanhã. Segundo, é que mais pequena para lhe fazer festinhas praticamente o esmaga, o que pode bem acontecer, é o bicho entrar em coma profundo!
Qualquer dia ponho um reclame à porta a anunciar o zoo, com tanta espécie de animal que aqui há!

A MÃE DA MINHA MULHER


É talvez o meu passatempo preferido, criar novas versões de músicas!
Desta feita, aqui vai a minha remade da "Amiga da minha mulher - Seu Jorge"

A MÃE DA MINHA MULHER

Ela é a mãe da minha mulher.
Pois é, pois é
Mas a mulher não gosta de mim.
Enfim, enfim..
Ainda por cima é uma tremenda chata
pra piorar minha situação.
Se fosse mulher muda tava tudo certo
mas ela ladra muito e morde como cão.
Se fosse mulher muda tava tudo certo
mas ela ladra muito e morde como cão.

Não quero, eu peço, não quero, eu peço, eu não quero não
Não quero, eu peço, não quero, eu peço, eu não quero não

Minha mulher me perguntou até
qual é, qual é?
Eu respondi que não tô nem aí.
Menti, menti
De vez em quando eu fico sufocando
É muita praga pro meu caminhão.
Se fosse mulher muda tava tudo certo
mas ela ladra muito e morde como cão.
Se fosse mulher muda tava tudo certo
mas ela ladra muito e morde como cão.

Não quero, eu peço, não quero, eu peço, eu não quero não
Não quero, eu peço, não quero, eu peço, eu não quero não

O meu cunhado já me avisou
Que essa cobra vai-me envenenar
A minha mãe já me orientou
Volta pra casa só eu te sei amar
Falei, ela não quis ouvir
Pedi, ela não respeitou.
Eu juro! Eu não aguento esta bruxa que Deus criou

Não quero, eu peço, não quero, eu peço, eu não quero não
Não quero, eu peço, não quero, eu peço, eu não quero não

domingo, 22 de dezembro de 2013

E O PRÉMIO VAI PARA... AS MANAS TRESLOUCADAS!!

Em plena época natalícia loucos são os que se atiram para as compras
num sábado, mas mais loucas são duas manas que se aventuram a ir para
a baixa portuense achando que, só porque o sol brilha, tudo vai rolar!
Até podia, não fosse o facto (que me esqueci de mencionar) de termos
levado as mais piquenas!
Sempre que nos aventuramos, arrependemo-nos no minuto seguinte, mas
sem que haja explicação, caímos sempre na mesma asneira.
Qual viagem espacial, qual montanha-russa, qual desportos radicais,
isto sim é radical!
E lá fomos nós, sem nada agendado, sem compromissos, desgrenhadas, com
aspecto de quem vestiu a primeira coisa que lhe apareceu à frente, e
rezando para não encontrar conhecidos, claro que isso não aconteceu.
Enchouriçamos as miúdas até só se verem os olhinhos (porque só elas
importam) com gorros, mantas casacões, mas mesmo assim ouviam-se os
dentinhos ainda de leite a tilintar. Já os das graúdas, se bem que
alguns já postiços, facilmente se pode imaginar!
Mas bora nessa banessa! É pra casa cair? Deixa que caia!
Viagem de ida relativamente tranquila considerando que uma das garotas
foi a dormir. Chegadas ao destino, tomamos a primeira decisão -
estacionamos no parque, é melhor, não é?- rrhh ERRADO: 10€.
Nos meandros da aventura, tomam-se as decisões in loco - entras tu,
que eu fico cá fora com as meninas!
- então, correu bem?
- fartou-se de chamar pela mamã!
Mais à frente, plano B, - entramos todas!. Mas as pequenas endiabradas
naqueles corredores puxam tudo o que é peça de roupa da cruzeta a
baixo!
Nossa, que biolência!!!
Depois de várias estratégias, optamos pelo plano V, o plano da volta.
Quando não os consegues vencê-los, o melhor mesmo é juntar-te a eles!
Claro que na volta a tranquilidade deu-se apenas nos carros vizinhos,
pois o nosso mais parecia uma manicómio com gaijas, só gaijas
histéricas, como só nós sabemos ser!!!
Pior pior só mesmo se tivéssemos levados os catraios mais velhos!!!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Nós mães, somos uma bimby com carta de condução e tudo...

Estamos sempre a reclamar os nossos direitos, mas na verdade o que conseguimos até agora foi mais trabalho, mais trabalho e mais trabalho.
Que nós gaijas fazemos tudo já não é novidade nenhuma, mas "num havia necessidadeezeeze!". Estamos apenas a deitarmo-nos na cama que fizemos, senão vejamos. Quem carrega os catraios, mesmo antes deles nascerem? És tu!
Quem dá o primeiro leitinho? És tu!
Agora a desculpa mais gasta de sempre. "Ah e tal, tens mais jeito, ela gosta mais que sejas tu!" Daí para a frente é sempre a piorar.
E de repente dás por ti numa encruzilhada já sem volta. Acabaste por pôr a miúda no infantário à beira do teu emprego, porque dá mais jeito e já nem lhe pedes para ele a ir buscar, porque não faz sentido. Trabalhas em várias frentes, sempre com o maior sorriso na cara.
Assim como assim, estás atulhada de trabalho até às unhas. Sais do trabalho e invejas aqueles alegres inocentes que te dizem: Ah por hoje chega, chegando a casa vou direitinha para a cama e tu pensas: "Vai prá porcaria!" (que é como quem diz, vai à merda, mas não me fica bem escrever!)
Ainda tens tanta porcaria para fazer!
Chegas a pensar: "Quem me dera estar internada com uma dorzinha de nada, vá! Só para puderes fugir a tanta, mas tanta coisa que não só tens que fazer, mas também que pensar!
Uma Bimby, é como me sinto, faço tudo! (pelo menos é o que dizem, porque o Marido Natal, ainda não me ofereceu nenhuma!) Com a agravante de me deslocar, e vá lá, também falo, e riu, e faço barulho! É só meter os ingredientes e pode bem sair uma lagosta soada!!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

VIVI MÊS E MEIO NUM FUNIL!

Parece impossível, mas vão ver que é mesmo!
Ora vamos por partes: Para quem não sabe, sou uma "gaija do norte", nasci no Poerto, troco os bês pelos vês, uso expressões como :
"Andor bioleta"; "Estrelinhas que te guiem"; "Bai à tua bida"; ou palavras que o verdadeiro Mouro não compreende: cimbalino (café); retrete (sanita); Canalha ou catraios (miúdos); sertã (frigideira); bermelho (encarnado); fino (imperial) e claro, outras aqui não reproduzidas, como vírgulas.
As minhas raízes são genuinamente tripeiras, com muito orgulho claro, pois sei bem que sou tudo o que se diz deste povo: leal, hospitaleira e trabalhadora.
Mas o destino empurrou-me para uma terra mais ao lado - Leça da Palmeira.
Até agora, tudo corria bem, até ao dia  em que começamos a aparecer nas notícias de trânsito. O dia em que percebi que esta terra era um funil!
Com as obras de reabilitação do pavimento da A28, (também conhecida por ponte grande) e com a avaria na articulação da única ponte móvel do país, foi um caos! Fazer passar milhares de carros que habitualmente passam em 4 vias mais uma (ponte móvel), que de repente, passam a duas ... foi como fazer passar uma melancia por um pepino!!
Agora tudo voltou à normalidade! Ganhei mais 10% de paciência ao final do dia :-)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

NUNCA DEIXAR O "HOMEM BALA" À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS (pelo menos na cozinha)!

Talvez alguns não saibam, mas tenho em casa uma verdadeiro chef. Sem querer, por vezes no meio de tanta atribulação, dou por mim a lambuzar-me com verdadeiras iguarias culinárias, às quais talvez não dê o devido mérito.
O meu "Homem Bala", apesar das suas taras e manias ou das dúvidas que o pseudónimo possa suscitar, é uma arraso na cozinha!
Agora que penso nas taras e manias do Marco Paulo, até acho que a versão "gaijo", lhe assentava que nem uma luva, senão vejamos:

Quando, você vem com essa cara de menino levado, para a brincadeira…
Dá-me, um arrepio na pele, sinto água na boca, para ficar com você,
Você não tem um pingo de vergonha e todo gaija sonha,
Ter alguém assim, realizando minhas fantasias, taras e manias
Você vem pra mim
Um chef na mesa, um louco na cama, na maior safadeza,
Você diz que me ama
E na minha cabeça desvairei-o de loucura, quando você começa
Ninguém mais te segura...

É isso mesmo, ninguém o segura! (na cozinha, claro!)

MAS... e se um dia eu o tiro do sério? E se um dia ele não aguentar mais tanta pressão? E se as minhas paranoias já tiverem atingido o record? E se eu o deixo à beira de um ataque de nervos?
E se, e se, e se?
O rapaz é um poço de paciência, em longos anos, nunca o vi perder o norte, e eu até estico a corda! Foi isto pensei quando no meio da azáfama, olhei para a gaveta do chef com olhos de ver.


E agora digam-me, não acham que tenho razões para me preocupar?
Meus amigos, a partir de hoje, e sempre que o chef peça aqui à servente, para lavar a sua tábua de uma tonelada e a sua faca de 2mt de comprimento, só porque precisa dela lavadinha, uma vez que a sujou para CORTAR UM LIMÃO A MEIO! Esta boca só se abre para dizer:
"Sim chef!"

sábado, 14 de dezembro de 2013

COMO OS CAIXÕES VILAÇAS, FOI CARO COMÓ CARAÇAS...

Está tudo pela hora da morte, como bem sabeis, e não se pode andar aí a gastar à tolinho seja eu, mas foi precisamente isso que eu fiz, gastar dinheiro mal gasto! Na verdade foi até mais que isso, diria que foi mesmo um luxo. Contei umas vinte tentativas de adormecer a pirralha, em horas já não muito decentes, e logo depois do frenesim de um dia MAARAAVILHOSO, em que o chefe se lembra de impor regras novas no serviço, regras que obrigam a mais um apertão no cinto. Desta feita, a medida não foi imposta para me tirar mais ao ordenado, ou para me por a trabalhar mais uma horita ou duas, mas antes para controlo da despesa do estado. A lógica aplicada foi simples e objetiva: tens 10 minutos para comer de manhã, 10 minutos pra comer de tarde e tens meia horinha para o almoço. Ora com toda esta contenção, usas tendencialmente menos a casinha, assim acabam-se os entupimentos e as sujidades indesejadas. Só faltou ouvi-lo dizer: "Observa, é só vantagens: emagreces, não passas a vida a interromper o trabalho, apertas bem o cintinho e vais cag$* para casa e não aqui, para estragares o que os senhores arquitectos andaram a fazer, percebeste!?!?! Vai masé trabalhar e se falares muito, vais começar a picar ponto para a mijinha, e tens direito a 5 tirinhas de papel higiénico, que é pra ter a certeza que não fazes mais nada além do simples chichizinho!! OK!?!?!?!!

Mas voltando ao sono, e às tentativas frustadas de repor energias para o dia seguinte.  E no meio de tanto choro e tanto grito, a minha piquena contorcia-se que nem aquelas meias chenesas, sem que eu compreendesse a razão... O "Homem Bala" ainda lançou uns bitaites muito construtivos, do género:
"- O que é que a miúda tem?" (como se eu soubesse já não teria resolvido!);
e "- Se calhar são bichas! (ora, se fossem bichas já eu saberia bem como lidar com a situação, já vi cada uma!!),
e ainda "- Coitadinha da miúda, o que é que fizeste?"
Bem, eu eu tudo bem! Deixei-o para lá, a falar...

Depois de usar algumas ideias saídas da cartola que todas as mães têm nestas situações, mas que não surtiram efeito, resolvi levá-la ao hospital. E, pronto, lá vou eu, noite cerradinha, nada de chuva, nem orvalho, mas um frio que podem facilmente calcular!
A miúda mais parecia uma pneuzinho da Michelin, de tal forma que foi necessário alargar os cintos da cadeirinha. Mas, chegada ao hospital, aliás como já deixou de ser surpresa para mim, já nada se passava. Qualquer um que por ali passasse, pensaria para si: "Olha esta piquena, toda rapioqueira. Deves estar muito doente, deves, para andares para aí a dançar e a mostrar as suas gracinhas!".
Ao fim de quase uma hora de espera, entro no consultório médico e dou por mim a explicar o sucedido enquanto que a médica, com apalpações para aqui, apalpações para ali, espeta-lhe com um clister por ali acima e a miúda pumpumpum, purumpumpum, parecia o porto em noite de S. João.

Ora muito bem, já com boa disposição, a noite já quase a meio, já está aliviadinha, vamos para casa dormir, que o nosso mal é sono! Mas antes, é preciso passar na recepção.
Aguardo um ou dois minutos na pequena fila formada junto ao balcão de atendimento. "- Gaija boa", dir-me-ia discretamente o "Homem Bala" se me tivesse acompanhado!
"- Boa noite, são 20€!", diz-me a rececionista com o a voz mais límpida e acordada do mundo.
"- O QUÊ?" Ouvi-me eu a gritar eu bem no centro do meu cérebro! 20 euros para a miúda vir aqui dar os puns. Ah, luxo, disse eu com o olhar à piquena, queres vir dar umas voltas, arejar, e tungas 20€. Vontade tinha eu de chamar o tradutor de linguagem gestual das cerimónias fúnebres do Mandela, para dizer ali um impropérios, mas, tendo em conta o que se diz sobre o assunto, correria o risco de ele nada dizer... Lembrei-me agora que eu também tenho muito jeito para jogar o pictionary! Naquela parte dos gestos até acho que me saía melhor que o tradutor...

Mas, enfim, meto o meu ar mais sei lá, e para lá de cansada e mais que resignada, saco de uma nota de 50 euros, para que não restassem dúvidas. Assim, a "gaija boa" ficou a saber que eu levo a minha filha a onde ela bem lhe apetecer para dar uns traques. Percebestes!?!?!
E assim, comassim, dei 20 eurinhos para saber que a miúda não se dá com o grão!!! Para próxima aprendes!

Porquê Carlos Carrapiço?

"- Porquê, Carlos Carrapiço?
- Bén, é na tive culpa..."


Para os mais distraídos, esta é uma rábula do excelente "Herlander" que eu jamais esqueço e que relembro inúmeras vezes, como no dia de hoje. E foi com este mote, divertido, adorável, inesquecível, que dei por mim a ponderar:
 - Um blog? Meu?
 - Sim, porque eu também na tive culpa. A culpa foi dos que muito me chatearam para que embarcasse nesta aventura!

E, logo eu, que já tenho sarna que chegue para me coçar. Entre dodots e otites, o estudo do meio e matemática, já para não falar da premente questão de como me é possível falar em bom português (razoável, vá), quando não pesco nada do que a piquena me vem perguntar do campo semântico e o diabo a quatro. Entre tachos e panelas, roupas e ferro, e depois de um dia daqueles em que o "homem bala" ainda acha que há lugar à diversão, e tudo, e tudo, e tudo, eis que dou por mim a tentar preencher uma réstia de tempinho que, no final de contas, nem me sobra!

Mas sim, até faz sentido! O meu talento não está propriamente na escrita, mas dá-me um gozo tremendo passar para papel, ou, no caso, para os uns e zeros escondidos no código de uns ficheiros digitais, as minhas experiências, as minhas opiniões, as minhas "coisas", chamemos-lhe assim. E "prontos", pensei: Sara, agarra o desafio e vai em frente... Quem gostar gostou, quem não gostar, temos pena. Eu vou gostar, de certeza! Esta sou eu...

Bom, sem mais demoras conto agora a minha primeira história, passado recente num rol de muitas. Terei muito tempo para resgatar da memória novelas há muito arquivadas.