"I´m a princess! And this is not how a princess is supposed to look!"

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Carta aberta ao Kiko

Estimado Papa Francisco,
Ao que parece o Santo Padre tem marcada visita a este país à beira-mar plantado, já amanhã e estende-se até sábado. Creio ser seguro afirmar que nunca antes tivemos Portugal tão divulgado e com segurança tão apertada.
Não posso, no entanto, deixar de colocar fortes reservas à Sua vinda. É certo que é um ser adorável, e é inegável que isso, juntamente com o êxito do Salvador (e não, não estou a falar do Todo-Poderoso, ou de qualquer outro Santo que veio para salvar este humilde povo, falo do Sobral, o tal que está a por o mundo a chorar, mas com música), contribui e muito para prestigiar o nome de Portugal lá fora. Mas mobilizar a função pública e outros tantos devotos a irem fazer grandes caminhadas para nem passar cá umas míseras 24 horas?! Ó Santo Padre! Então nem fica para ver o Salvador na Final? Mas olhe que faz mal. Se não vejamos, não me acredito que o Santo Padre, Senhor Papa Francisco, e permita-me que o trate por Kiko (cá em Portugal temos muito o hábito de chamar Kiko aos Franciscos, aqui há uns anos era Chico, mas agora a tendência é Kiko, modernices) tenha ido a muitos países que, num só dia, o seu Líder nos consiga brindar com as quatros estações do ano no mesmo dia, já? Duvido. Olhe, ainda hoje foi assim, chuva e trovoada, e vais a ver um sol radiante.
Se me permite o Kiko também podia vir até ao norte. E depois não é isso, é que no dia em que vai cá passar a noite, e deixe-me dizer-lhe, Kiko, que já vi nas notícias o seu quartito, muito jeitoso, com uma salinha pequena e uma imagem da Virgem de Fátima e até tem uma janela virada para o pátio. E da parte do santuário queira saber que vão ter todo o cuidado em servi-lo com produtos frescos e da região. Pois é isso que me deixa indignada, então o Kiko, não dava cá um saltinho ao Porto? Teve iniciativa, sim senhor, mas faltou-lhe estratégia. Ia até Fátima, nada contra, foi lá que se deram os milagres, mas depois pegava no Papamóvel e vinha por aí acima provar a francesinha, e sempre bebia um bom vinho do Porto, que é capaz de ser mais divino que aquele que vai beber na cerimónia. E olhe que por cá também já se fizeram alguns milagres, ainda hoje o FCP fez as pazes com o Sporting. Temos que fazer sacrifícios, quantas vezes não pego no meu Sariumóvel e não vou pelos caminhos de Portugal, sabe Deus como?!
Pense lá bem nisso, até porque estamos na semana da queima e nessa noite até vem o James Morisson, que é um rapaz também assim conhecido como o Kiko e sempre via esta malta nova a curtir um som, se bem que não com aquele tom de quem está a rezar, é mais assim aos gritos, como que a acharem que chegam ao céu. Pense lá bem nisso.
Cá um beijinho,

Sariu

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Um objeto estranho-improvisado


A situação em que nos encontramos é tão grave que eu não percebo que se gaste tanto tempo a esmiuçar um assunto menor como o surto de sarampo ou o derby que se avizinha e tão pouco ou nenhum a discutir a ameaçada de bomba desta madrugada que motivou a evacuação de três prédios no Porto.
À primeira hora desta manhã, a CM Tv lança o ALERTA, comunicando a presença de um “objeto estranho” e anuncia a evacuação de “entre 20 a 30 pessoas” das suas casas. Não se perdoa à repórter o facto de não ter perguntado aos evacuados a que prédios pertenciam. Ora se são três prédios e 20 a 30 desalojados, ficamos sem perceber muito bem se os três prédios tinham uma média de 10 moradores por prédio, ou se alguém estaria ali só naquela noite, ou até se um prédio aloja mais evacuados do que o segundo ou terceiro. Ficamos sem saber, o que é uma pena. E isto é que deixa uma pessoa chateada, a falta de detalhe que às vezes falta a esta estação de televisão.
No fundo é por causa de omissão de informação como esta que começam falsas notícias. Seja como for, este “objeto estranho” é considerado pelo JN um “objeto improvisado”. E aqui começa a minha dificuldade (que eu cá tenho as minhas dificuldades). Ora então, não foi logo possível ver que o “objeto estranho”, não era mais de que “objeto improvisado”? E vocês agora perguntam-me: Um “objeto improvisado”, como assim? E eu respondo, porque podem perguntar, que eu gosto de vos esclarecer!
Improvisar um objeto, parece-me um pouco exagerado, eu cá acho que para improvisar, não há melhor que o César Mourão, que é uma rapaz culto, inteligente, bem humorado, porque o humor conta muito nas qualidades de uma pessoa. Esta é a pergunta que surge no espírito de todos: Para quê improvisar um objeto, que podia muito bem ser uma bomba. Destacar uma série de agentes, evacuar pessoas, fechar ruas, quando a meia dúzia de metros tem estádio do dragão, que volta e meia lança bombas de alto calibre e com uma qualidade piro-técnica nunca vista.
Improvisar um objeto, que não é uma mala, é um objeto montado, (segundo agentes policiais), a quem foi feito RX e tudo, e sobre o qual montaram um extenso perímetro de segurança enquanto decorriam as perícias, parece-me merecedor de uma cobertura noticiosa mais pormenorizada.
A julgar pelo desfecho, e o que a CM pôde apurar tratou-se de um comando de televisão envolto em fita-cola e com algumas luzes.

Assim sendo, e a ver pelo tempo de espera no serviço nacional de saúde, o leitor se se vir atrapalhado para fazer aquele maldito RX que ficou marcado para novembro, envolva-se em fita-cola, coloque umas luzinhas (podem ser aquelas fitas de led, que que se usam na árvore de natal) e chame a CM. É meio caminho andado para lhe fazerem o RX na hora e com sorte evacuam tudo o que esteja a mais.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Viagens na minha terra

Fiz uma reflexão sobre qual seriam os corredores por que passei aquando da minha concepção. Não querendo chamar para aqui o ato propriamente dito e deixando portanto, a imagem dos meus queridos criadores em momentos de ramboia intacta (isto de imaginar os pais, soa a muito estranho!)
Por isso e passando à frente, dou por mim a meditar sobre o porquê do Todo-Poderoso me brindar com alguns atributos (extraordinários, vá!), descurando os guichés da sorte e do carcanhol.
É certo que ainda não lido bem com esta punição, mas seja como for, acabo por ainda assim ter momentos inolvidáveis de puro entretenimento, senão vejamos, nos últimos episódios da minha novela andava a sentir-me a WILMA dos Flintstones. Como assim, perguntam vocês?
E eu respondo, porque respondo sempre aos vossos anseios. Enquanto condutora sentia uma espécie de cubos no lugar das rodas, a paisagem parecia vista através duma montanha russa, ora cá em cima, ora lá em baixo. Para não falar da banda sonora, que mais parecia o Bolero de Ravel, enfim viagens hilariantes!
Entretanto e visto que a reinação não podia seguir, e começava a ser pouco discreta nas minhas jornadas, torna-se necessário solicitar os serviços do Atellier de Mecânica.
Gosto do misto de cavalheirismo e agressividade com que o clínico-mecânico me dá conta, com aquele ar apreensivo, do rol de maleitas que o raio do bólide padece. Protesto, mesmo sobre um assunto sobre o qual protestar é ridículo!
Achava eu que todas aquelas doenças não o obrigariam a uma baixa prolongada, e assim sendo permitiria uns ainda bons quilómetros sem paragem para consulta. Mas não, depois do diagnóstico aparentemente grave, só me resta o internamento.
Recebo a conta (não lhe posso chamar a continha) e exclamo do alto da minha insatisfação: Caneco! Chiça! (Para não berrar outros impropérios) Agora é que começo a andar a pé (já que tenho tempo para tudo!)

quarta-feira, 19 de março de 2014

Estou um ovo podre!

Constato em choque que estou um tanto ao quanto apodrentada!
No outro dia esfaqueei o dedo malcriado. Ainda pensei em ter aquela conversa que anseio ter com certas pessoas, exibindo o dedo que teimava em ficar hirto e firme, mas lá me contive.
Depois são os costados, andam pela hora da morte, tenho a sensação que fui árbitro numa daquelas lutas de sumo e fui apanhada na malha.
Para terminar, se bem que não pela primeira vez, entortei o pé do costume. Da última vez que me aconteceu, estava com uma pança de 8 meses (daquelas que parece que embuchaste uma gigantesca melancia), vai daí espatifei-me na chão, engessei a pata e valeu-me umas espampanantes acrobacias.
Tenho agora um andar novo, que me dá um estilo do caraças, mas ainda assim não me atrevo a ir ao hospital. E porquê, perguntam vocês? Porque uma gaija, não tem tempo para estar doente!
A BigSister também anda meia desmanchada, depois de ter tirado fora tudo o que não prestava.
É portanto, bem provável que um dia destes vejam por aí duas múmias com um ar alucinado, a tentar pescar umas criaturinhas agitadas. Nessa altura, é favor vir em nosso auxílio, pode ser que ganhem o óscar de embaixador(a) da boa vontade.
Entretanto e perante tanta maleita vou explorando como posso o trabalho infantil...

segunda-feira, 17 de março de 2014

Marquesinha, a gasparzinha!

 
Sábado à noite- jantar fora- restaurante cheio (de marcadores envergando o belo do marcador a dizer: “reservado”), saco do meu charme e peço ao empregado se prevarica e libera uma mesinha reservada para a família feliz. Ele cede! Daí para a frente, tudo material digno de um post.
Passavam mais de 21 horas de um novo dia e o restaurante continua cheio de mesas com indício de reserva. Provavelmente esperam uma avalanche de criaturas! (pensei eu)
Lá nos sentamos meio a medo do que por aí vinha.
Logo que pode, o servente tira os olhos do futebol e vem em direção à única mesa ocupada com gente de carne e osso (a nossa). Peço sopinha para as marquesas, mas não tenho resposta positiva e tenho cada vez mais a convicção de que não estávamos para ali previstos e tudo o que se arranja são restos de um enorme evento que se avizinha.
Socorro-me de um menu infantil, talvez consiga saciar as ávidas crias. Na linguagem destes sabedores, o menu infantil é assim composto por uma salsicha e ¾ do prato com batatas fritas.
Lá fomos conquistando alguma atenção ao funcionário, apesar do jogo muito estimulante, e qualquer distração poderia deixá-lo desvairado.
A marquesinha gama tudo o que é salada do prato do pai e suplica-lhe tchim-tchins de 5 em 5 minutos.
Saímos de fininho, empanturrados de desagrado. À frente vai o paizinho com a piquena, e eu fico para trás a rastejar a Marquesa R, que aproveita para coreografar o musicol.
Eis senão quando, rebenta uma bomba, pensei eu, ou talvez não, mas certo é que se assemelhada ao estrondo. Toca o alarme real! Vou a ver, estava a marquesinha esbardalhada na porta de vidro. Largou o pai e veio a passo de bala ter com as ladies. Pensou com certeza que  era o fantasma gasparzinho, ainda assim não conseguiu transpor o vidro.
Concluindo, chorou que se fartou. O mais desconcertante foi que nenhum inocente de dentro do restaurante se mexeu, apenas uma transeunte nos aborda oferecendo ajuda.
GandasBois! Nunca mais lá volto!  Foi aliás, muito provavelmente o que pensaram os clientes fantasma que tantas mesas reservaram !

quinta-feira, 13 de março de 2014

A bicha anda muito saída!

O que se passou foi o seguinte, homem-bala decidiu fazer uma pequena remodelação à mansão do bicho-bicha, agora bicha-sem-nome. Pelos vistos o T0, não seria suficientemente espaçoso dada a velocidade estonteante de crescimento com que nos brinda.
Vai daí resolve enveredar pela arte da carpintaria e produzir a mansão (terrário) para a bicharoca. Semanas depois nasce um tenebroso caixão preto, que homem-bala entende, deve fazer parte da decoração da sala. Gesticulei, gani, espingardei, mas de nada me valeu. Rebentou a escala da persistência e convenceu-me que se tratava de uma decisão provisória até que a cave esteja pronta (tarefa aliás que lhe está designada). Por outro lado, nas entrelinhas, já foi dizendo que a cave tem pouca luz e tal…
Nada disto seria realmente crítico, não fosse o facto de, dadas as dimensões do caixão, este estar precisamente em frente à mesa de jantar, e portanto, ter o deleite de me lambuzar com vistas para o deserto. Querem mais espetacularidade?
Continuando…  para quem conhece o homem-bala sabe bem que é rapaz para fazer tudo, mas tem uma costela de Gaudí, qualquer obra-prima fica sempre inacabada. Esta não foi exceção, por isso, tínhamos, provisoriamente coberto por um plástico, um caixão, sem a frente que será em vidro.
Ora, a bicha-sem-nome, já tinha dado provas de destemida quando no primeiro dia da sopeirinha, se lançou para o abismo, de para aí um metro de altura, em direção ao hall.
Resolvido a primeira embrulhada, homem-bala, garante que com o reforço de fita-cola no plástico a tinhosa não avançaria mais. Mas se havia dia que ela entendeu provocar, foi precisamente o de ontem, aproveitando a facto do padrasto não vir dormir.
Não preciso de dizer que quando as marquesas e a matriarca chegam a casa, dão de caras com aquela bonita paisagem. A bicha-sem-nome, juntinho às escadas que dão para os quartos.
Mais uma vez desejo-lhe o fim, mas desta feita, não há quem me socorra. Falso, valeu-me o meu “Agente D” (o meu arrojado sobrinho), que acompanhado pelo pai veem de sirenes em riste, anunciando o isolar do local do crime, resolvendo num esplendoroso instante o enredo.
Quem não se safou, foi mesmo homem-bala que perante tanta ameaça, resolve alterar a agenda e fazer mais 300km, que é para aprender!

segunda-feira, 10 de março de 2014

O primeiro dia da sopeirinha.

Ao fim de algumas semanas de abandono, finalmente encontro a sopeirinha maravilhosa, o “crème de la crème”. Certa, de que, com as referências, terei garantida a limpeza possível para sobreviver aos perseverantes tsunamis que embirram em passar pela minha mansão.
No que toca a predicados, da minha parte está tudo nos conformes, quanto ao homem-bala, nem por isso, ficaria sobejamente mais satisfeito se fosse mais novinha e boooa! Assim sendo, está muito bem assim!
Tudo a postos. Roubei algum do meu precioso tempo de domingo (e dela também) para acertarmos agulhas, algumas advertências e vamos em frente que atrás vem gente.
Explica-me, com alguma delicadeza o seu repúdio pelo bicharoco, temendo que o ainda suposto lugar estivesse em perigo. Explico-lhe, que sou solidária na arte de o exterminar se preciso for, e que portanto, tem em mim uma aliada para com discreta mestria o aniquilarmos.
Combinamos já para hoje a primeira empreitada, eis senão quando 5 minutos depois da hora marcada para a entrada ao serviço, aciona o meu aparelho portátil. Naquela fração de segundos antes de atender, conjeturo:
“- Ó menina, parti um cabelo e não me estou a sentir-me nada bem…” – ou numa prespectiva mais drástica – “não consigo entrar, parti a chave na porta!”
Páro com a palhaçada e atendo:
“É que o bicho está aqui nas escadas!” – exclama com o terror que o momento merece. Parece que a estou a ver, em bicos de pés e com a vassoura numa mão e telemóvel na outra à espera do meu aval para banir o nojento rastejante.
Não me atravessei, não tinha outro remédio, senão dizer-lhe que o estimulasse ao suicídio, encorajando-o a cair inadvertidamente pelos outros degraus até às profundezas. Dado que eram as escadas da cave, mais baixo não poderia ir, só mesmo para debaixo da terra, se a força assim o consentisse.
Se bem que com o distanciamento que o instante permitia, não desejasse infinitamente mais o falecimento do responsável pela ocorrência. Fosse isto acontecer comigo e estaria já com um processo de suspeita de assassinato. Eu, sinistra terrorista, capaz de matar?!
Só me resta confiar que após este episódio, a minha querida sopeirinha se mantenha firme e hirta naquela que será decerto a mansão mais alegre que irá algum dia cuidar, e que consiga fazer a lida com perfeição.
Entretanto contactado para, em missão de urgência se dirigir ao local do crime a fim de remediar o imbróglio, homem-bala, solta umas gargalhadas e disponibiliza o seu fim de dia para cuidar do “coitadinho, é tão pequenino”. (como isso por si só não fosse ainda mais repugnante!)
Ri-te ri-te, não tarda brindo-te com uma depilação a cera nas zonas secretas que tu vais ver!

sexta-feira, 7 de março de 2014

A minha mansão é uma animação! Episódio #3


Passou o Entrudo, no entanto, e porque o senhor bom tempo, nesse dia resolveu ir pró Brasil, vai daí, na bela recém-fundida freguesia de Leça da Palmeira acontece hoje o cortejo das criancinhas.
Ora a minha noiva, moída que ficou com a insistência em lhe procurarem pelo nubente, decide desta vez escolher uma palhaça. Desconfio que ficou a saber que foi precisamente isso que lhe chamei quando se foi chibar ao pai sobre o bom ambiente que se vive no meu local de labuta.
Palhaça! Não sei se não será um bocadinho pior, mas siga.
Apesar de notificada dos eventuais gracejos que será alvo, mesmo assim preferiu a troca,
envergando esse elemento super discreto (narizinho vermelho), uma pintura facial que em bom rigor era mais rupestre, dado o sobejo tempo que a manhã proporciona para pormenores e vamos a isso. Ainda assim, leva algumas dicas na manga, caso algum palhaço a inquiete!
Até aqui tudo bem, quer dizer tudo como se arranja, eis se não quando a piolha se apercebe que a mana vai novamente disfarçada e ela népia. Nem mesmo o facto de (e porque hoje é dia de ginástica) levar o fato-de-treino e passar bem por futebolista ou treinadora, a dissuade de se atirar para o chão e se revelar uma verdadeira atriz na arte de imitar o jogador a sofrer uma falta.
A única maneira de a controlar é, e como tenho vindo a provar, fazendo exatamente o que se faz aos cães, oferecer-lhe comida e ela pára imediatamente, levanta as orelhas, abana o rabo e segue-me até ao armário das bolachas. Resolvido!
Garanto que um dia destes lhe ponho uma trela e a ponho a alçar a patinha para não gastar tanto em fraldas. De resto ontem mesmo, já experimentou a sensação de fazer fora da fralda, pena é que tenha sido no banho de imersão! A reação merecia uma curta-metragem, era vê-la a apontar para os flutuantes e a soltar uns Oh! Oh! como se a culpa não fosse dela.
Nossa que biolência!

quarta-feira, 5 de março de 2014

O lá lá ó óóó óóó... mas que frió óóó óóó.

Época festivaleira, forró, laré… é tudo pretexto para encarnar um personagem. Dois ou três adereços, desenha-se a figura e o resultado dá nisto:


Não tenho propriamente espírito carnavalesco, o que eu gosto mesmo é de um bom cromo, que me liberte, que deixe levitar, o resto sai naturalmente, está em mim! 
No rescaldo destaco os melhores momentos. Esplendoroso, foi sem dúvida, o ir trabalhar. Não haja dúvida que o país prestou um gigantesco serviço público, mais rentável neste dia que em qualquer outro, até pelo facto de estarmos todos muito animados, conscientes de que o bom senso imperou e que não fora o nosso esforço, a economia teria descido às profundezas do infortúnio. (primeiro momento - aviado!)
Reflito ainda sobre o que pensariam de mim os foliões com quem me cruzei, com um ar de alface acabadinha de chegar ao mercado, quando pelas 9h ainda eles emborcavam coisas líquidas, sólidas e gasosas e entoavam cânticos aos solavancos. Eu, deprimida, dou por mim a beber a minha meia de leite e o pãozinho com manteiga, ao lado da Amy Winehouse, dois ou três Josés Castelo Branco (travestis, vá) e outros seres galácticos que ali paravam.
Teriam eles a perceção que eu ia labutar? Ou, que é o mais certo, julgariam que seria eu a enfrascada em achar que era dia de canseira?
Bom, heroicamente, já na cadeia, sim, para quem não sabe a minha segunda casa é uma prisão, (se bem que a primeira casa, também à sua maneira o pode bem ser considerada!) recebo a visita do ilustre Homem-bala, que à semelhança de 90% da população curtia o carnaval fora do local onde habitualmente não se encontram disfarces, acompanhado da restante realeza.
Inaugura-se a minha digressão por tudo o que é admirador das réplicas. No meio da expedição a marquesa R insiste em interrogar tudo e todos, sobre o que é a minha profissão, que, por não se assemelhar às mais comuns, não tem lugar no seu dicionário.
Já a piquena insiste em evidenciar o feitio (mau-feitio, diga-se) e ninguém lhe arranca sequer um sorriso, descredibilizando de imediato as minhas crónicas em que enalteço a sua simpatia e reinação.
Submetida a este esplêndido ambiente “carnavalesco”, Marquesa R, sugere insistentemente que me faria uma excelente companhia e assim foi.
À noite, ao jantar a “penetra”, faz um apanhado do maravilhoso dia e explica ao pai que o meu trabalho é espetacular e que até posso ir ao FB! Se ele achava que funcionário público já não faz nada, acaba de encontrar a testemunha que tanto procurava.
Olha-me esta! Considerei isto um aviso e a minha ideia era defender-me, mas está claro que só o facto de ter trabalhado neste dia, responde a qualquer provocação.
Caso para dizer – Que palhaça!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Uma Noiva agarrada a um moranguito.


Hoje levei uma noiva agarrada a um moranguinho.
A Noiva alegre envergando o belo do bouquet, feito de flores felpudas e 0% natural, estava quase tão nervosa como uma verdadeira. Contudo, bem vaidosa por, mesmo que apenas na sua imaginação, ser já uma adulta e hoje ser um dos dias mais felizes da sua vida. Logo, logo verá que não passa de uma farsa.
A mais piquena, também radiante por estar com uma novo look, teve direito a uma pintura facial, replicando o seu moranguito. Na verdade, só a teve por breves segundos, ainda não tem maturidade suficiente para perceber que uma gaija tem que se besuntar toda para ficar mais bonita e portanto, decidiu ver com os dedos como é que aquilo era e num instante passou de moranguinho a pintura rupestre.
A combinação foi perfeita uma noiva radiante, quase que a lambuzar-se com um moranguito!
Aparentemente a onda da Minnie é que dura e dura e dura! Lembro-me de há anos, muitos anos, me ter mascarado de Minnie. Das duas uma ou eu já era muito à frente (também é uma verdade) ou mudam-se os tempos, mas não se mudam as vontades!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O meu carro até assusta os ladrões!

Sabeis bem que o meu veículo é topo de gama, ou melhor já foi, um dia, talvez na minha imaginação. Às vezes confundo sonho com realidade!
Pois bem, para além da direção assistida (a braços), dos vidros elétricos (da frente, e sabe Deus!), e do look que agora decidi implementar, graças à Chuva de calhaus. Tenho a enorme vantagem de ter comando à distância, uma distância tão grande, tão grande que nem lhe chego. Mas ainda assim é muito obediente, é só meter a chave no canhão da porta e se virar para a direita ele imediatamente abre, se virar, para a esquerda ele fecha. Quem dera a muitos ter assim um bólide tão bem mandado.
Aparentemente tudo normal, mas hoje aconteceu magia! Em horas muito alegres (8h00) e sem a ajuda do homem-bala, na ânsia de sair de casa para cumprir todo um ritual que eu adoro, dou por mim a revirar a carteira, o casaco e tudo o mais que se possa imaginar em busca da tão desejada chave que me leva, a mim e às réplicas, a satisfazer os deveres a que a sociedade nos obriga – trabalhar, trabalhar, trabalhar!
Saco do meu olhar ameaçador e interrogo as catraias sobre o paradeiro da dita. A mais velha descarta-se e a mais nova responde-me com um sorriso, como que se eu estivesse a falar ucraniano, todavia, aos seus olhos a pergunta seria qualquer coisa como: (ler com sotaque russo) - sábias que o présidente foi destituído?! - Responde-me com uma gargalhada e vai à vida dela. Aquilo até me aleijou os nervos!
O horror instalado, e a marquesa R lança uns bitaites muito produtivos, um deles aguça-me os tímpanos: Não deixas-te no carro?
À pergunta ligeiramente parva, vá lá, pode ser atribuída alguma credibilidade. Tenho de admitir que a gestão à saída da viatura é mais ou menos assim: Saio eu com tudo o que é quinquilharia, abro a porta da mansão, depois a Marquesa R com os seus haveres e deixo as mãos bem livres para ir recolher a marquesinha da cadeira. Não sem antes, ela me deliciar com uma palhaçada fazendo de conta que dorme, é certo que com os olhos abertos, e largando até um ressonar para credibilizar ainda mais a coisa. Nessa altura, entro na farsa e aproveito para fechar o carro no trinque, no lado do pendura.
Perante isto, já se prevê o que aconteceu, certo! Eu bem que temia que um dia destes isso acontecesse, mas achei sempre que não ia ser assim tão incompetente!
O brilhantismo disto tudo é que ninguém me levou o carro. Talvez seja porque não o acham grande espingarda. A minha vizinha aliás, já tinha comentado comigo, a propósito da queda de calhaus e perante o facto do carro do homem-bala ter partido os vidros em vez do meu:
- Olha que pena, havia era de ser o seu, que é mais velhinho!
Não lhe respondi mas se o tivesse feito, diria qualquer coisa do género:
- É pois, sua vaquinha, o meu é velhinho, devia mesmo era ir para abate, não faz cá falta nenhuma, não é? E se fosses masé trabalhar e deixasses o meu rottweiller sogadito antes que ele te morda?

Valeu-me ter uma cópia em casa, caso contrário adivinhava-se mais despesa e muitos nervos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A prova

Para verem como eu não exagero, aqui fica uma imagem da bicha quando está a escamar!
Agora não digam que sou eu!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Bicho-bicha - Episódio especial

Tenho-me baldado com o ponto de situação da novela romântica “Agora escolha: Bicho-bicha”. Pois bem, hoje é dia de episódio especial, grandes revelações e confidências estão prestes a ser desvendadas.
A propósito, cheguei a pensar fazer uma petição para a extinção irrevogável do bicho-bicha, mas tenho de admitir que consigo retirar alguns momentos divertidos, protagonizados em grande parte pela marquesinha. E também deixaria uma fração familiar ligeiramente desgostosa. Por incrível que pareça, prós lados do homem-bala, há quem ache o bichinho adorável. Pretendem fazer da minha mansão um laboratório de procriação e tentam mesmo convencer das encantadoras vantagens do réptil. Valha-me Deus!
Adiante. Considerando que estamos perante momentos de desânimo nacional, seria também um sucesso de audiências, se lançasse um concurso e de deixasse à vossa consideração o sexo do dito.
Podia ainda, divulgar um número daqueles de valor acrescentado, para vos garantir um chorudo prémio de milhares de euros, o que seria claramente parvo, uma vez que não tenho dinheiro nem para mandar cantar um cego! Sendo assim, prefiro conquistar a vossa atenção pura e simplesmente com a revelação à bruta.
Tendo em conta que é episódio especial, já devem ter percebido que estou a “encher chouriços”, mas são estratégias de marketing (vício de profissão).
Agora que já conquistei a vossa atenção, e uma vez que já devem estar um tanto ao quanto irritados com tanto suspense, passo de imediato à grande revelação.
Não sem antes vos dizer que o animal já mudou de look outra vez, e deixem que vos diga, fica ainda mais feio cada vez que escama. Pelos visto tem a ver com o rápido crescimento, razão pela qual os convidados lá de casa, chegam e dizem mais ou menos aquilo que dizem das marquesinhas: “Ai está tão grande!”.
Isso é deprimente e inspira-me cada vez mais a, sem querer, lançar-lhe, sei lá, uma alface, talvez. Não sei se vos disse, mas o animal pode bater a caçoleta se comer alface.
Pronto, agora que já vos irritei bastante, posso finalmente dizer que o tempo tem determinado que o domínio lá da mansão vai para… gaijas! Gaijas ao poder! O que me leva a pensar, ai onde isto vai parar?!
Não querendo, como é evidente meter o bicho-bicha na mesma gamela que as restantes gostosas da mansão, tudo indica que o bicho é bicha. E digo isto, sem qualquer propósito homofóbico, é bicha, ponto!
Posto isto, deixo só mais uma consideração à “dragona”:
- Querer, queria era que o Lopes da Silva te apanhasse a ti! ... psst…cala-te:
http://www.youtube.com/watch?v=sLihiP2_0_s&list=RDVKTlpgL0Bgw

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Mais um dia para comemorar!

Hoje é dia de ramboia, regabofe, festarola, pantominice, porquê? Porque Homem-bala decidiu que hoje é dia de seu aniversário, é, ele tem destas coisas, uma vez por ano, e tem graça que é sempre no mesmo dia, lembra-se de fazer anos.
Fevereiro é aliás um mês de comemorações, começa com segundo dia, já aqui notado. Ao dia 10, pela primeira vez celebrei o primeiro ano da minha sobrinha maravilhosa, (aquela que rosna por comida), depois o dia de S. Valentim, de que gosto muuuito (devia era falecer!) e vem agora o aniversário do meu homem-bala.
O brilhantismo disto é que o maior presente veio para mim, pois dia 20 é dia de S. Receber, fiquei estonteada com o valor líquido, foi com certeza espremido, tão espremido, que até esguichou para os cofres do estado, estou em crer que foi o sumo que sobrou, foi daquelas laranjas sem ponta de sumo! Para a próxima preferia que me pagassem o sólido, sff.
Voltando ao que me trouxe à conversa, sem entrar em depressões, e lembrando que a vida é ela própria uma festarola. Ontem aproveitei a ausência do (hoje) aniversariante, para, bem à maneira tuga, ir comprar a deslumbrante oferenda. Agarro em meia dúzia de ideias, carteira em riste e lá vou… ah, lembrei-me, tenho que levar as piquenas... hum, deprimo, no minuto a seguir e reflito bem se realmente quero ir a um shopping com duas catraias, procurar um prenda, e sem o gaijo para segurar as pontas.
Bom, mas tem mesmo que ser, de outra forma, não vai ter direito a nada. Fico nostálgica e lembro com saudade os bons velhos tempos em que apetecia-me e fazia, não havia cá rotinas, regras, e tanto fazia ser dia de semana, agora – INCHA!
Cheia de coragem lá vou eu, mais as duas réplicas. À mais velha, que já tem idade para me ouvir, (se bem que perceber, tá 0) explico que vamos só com aquele objectivo. Não há cá Violetta, Disney, gomas ou outros magnéticos que estes senhores tão bem exploram e que me tiram do sério. No carro vai absorvendo a informação, mas logo logo esquece.
A marquesinha, que nunca sabe muito bem ao que vai, mas mesmo assim vai, sempre reinadia. Chegada ao destino, vem-me à memória aquelas festas do norte, e que os Madredeus materializam com a “vaca de fogo”, lá vai ela, ninguém a segura, todos lhe acham graça, mas ninguém a apanha!
Reflito e reequaciono todo o plano. Primeira e única paragem, seja a que preço for, vai estar aqui a prenda ideal, nem que chovam canivetes. E assim foi, aceleradamente, resolvo dar de comer à manada e abalar, não sem antes ter que arranca-las a ferros de tudo o que é carrossel. Elas é que andam e eu é que fico a suar como uma égua e enjoada com tanta turbulência.
Que agradável, já no descanso do lar, apercebo-me da chegada do responsável pelo alvoroço, que antes de me vir idolatrar dá prioridade ao filho casulinha.
Eu que tentava o merecido descanso, sou interrompida por cadeiras a arrastar e outras movimentações estranhas aquela hora, decido averiguar. Dou com um cenário dantesco e o sujeito desorientado.
- É pá, fugiu-me uma barata.
- xxx
Não conto o resto, porque se prevê!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

5 estrelas, esta segunda-feira!

5 estrelas, não podia ter terminar melhor este dia de segunda-feira.
A Stephanie veio plagiar a troika, veio sem aviso, leva tudo à frente sem dó nem Piedade, e deixa um rasto de destruição!
Já vos tinha dado conta das últimas medidas levadas a cabo pelo meu serviço no sentido da contenção aqui. Chegou agora a vez dos cortes no aquecimento.
Ora considerando o estupendo tempo de que temos vindo a usufruir, esta notícia caí que nem ginjas.
Posto isto, aproveitei como pude o último dia em que o aquecimento não foi apenas o do computador. Daqui por diante, resta-me o calor humano e se vir que está difícil, opto por bater palmas ou começar a dançar para aquecer a alma e o corpo. Quem estiver de fora pode até achar estranho, mas obviamente vai acreditar que estamos mais alegres do que nunca e que ali sim, há alegria no trabalho!
Já em casa, o ambiente também é muito festivo, desta feita a protagonista marquesa R, hoje sentiu na pele a ditadura do: eu sou mais forte do que tu, por isso come e cala-te!
A cena desenrolou-se em volta da sopa de hortos com feijão! Entenderam os manda-chuvas que hoje era para comer sem a tortura da varinha mágica.
Foi o holocausto, o Hitler deu-lhe todo o tempo deste dia, mas aqui para a Ângela Merkel estava a ser deveras irritante, pois a rapariga entendeu que venceria se não se mexesse.
Vai daí, caos instalado na vã tentativa de rápida resolução.
Quem estava nem aí, era claro, a marquesinha, que alegre da vida, decide cantar e dançar as músicas que vai pondo no telelé. Por muito séria que me queira manter, acabo por soltar alguns circunspectos sorrisos.
Homem-bala, que encontra no bicho-bicha a terapia para aliviar o stress, decide soltá-lo! A mansão transforma-se numa casa italiana, e a piquena marquesinha, interroga vezes sem fim: A bicho? A bicho? A bicho? Mesmo que alguma alma desta casa queira manter a sanidade é humanamente impossível, indescritível!
A marquesa R, vai passando pelos pingos da chuva, mas sem que os pais desistam, e de quando em vez fazem nova investida!
Depois de algumas tréguas, vamos iniciar a descida do avião preparando um rico soninho, mas e como nada nesta mansão é normal, o homem-bala considerou que estava a tempo de ensinar o hino nacional a uma piquena de 20 meses. Ora o que também não seria de esperar era que ela entrasse em delírio, mas claro que  ama.
Por isso deixo a vossa imaginação à vontade para  traçar o momento. Deixo apenas uma dica: às armas, às armas!

Porque hoje é segunda...

Sem mais...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Love is in the air...

Dia dos Namorados, o dia em que se celebra o amor, a paixão entre amantes e a partilha de sentimentos, a roda-viva da troca de chocolates, dos postais e das flores, os jantares românticos, noites especiais e os planos para arrebatar a cara-metade.
Embebida pelo espírito e na magia do dia, tenho que admitir que… a chuva já me está a irritar!
Quem me conhece já devia estar a achar estranho tanto melaço. Gosto tanto deste dia como de coçar um cãozinho carregadinho de pulgas.
Quer dizer, também não é que abomine, considero só que é um tanto ao quando parvo, vá lá!
Mas bem sei que me espera um final de dia radiante, momentos inolvidáveis de puro amor, tempo para uma inesperada massagem tailandesa, ou um jantar com muito romantismo, ou quem sabe uns docinhos, umas flores e um postalinho onde se pode ler:
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É
cuidar que se ganha em se perder;
Amor, amo-te até ao infinito!
Isto claro no domínio da minha imaginação. Em tradução literal, leia-se:
Mas bem sei que me espera um final de dia estonteante, momentos inolvidáveis de puro horror, tempo para uma tortura chinesa, ou um jantar com muito dramatismo, ou quem sabe uns sarilhos, umas dores e um recadinho onde se pode ler:
Amor, estou que nem te posso ver;
É a limpeza da casa que não se sente;
Sou eu que ando descontente;
És tu que desafinas até doer;
É um não querer mais e ter que ser;
É o bicho que não janta com a gente;
É o tempo que não me deixa contente;
É saber que amanhã continua a chover;

Amor, pró jantar quero cabrito!

E só para termirar, cá uma beijinho chauck http://www.youtube.com/watch?v=tZjBm1NQoVs

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A minha mansão é uma animação! Episódio #2

Por várias vezes já tenho comparado as marquesas a “jecos” (cão vadio, cão sem raça, ou apenas uma maneira terna, à moda do Porto, de chamar cão), mas na verdade, estou mais convencida do que nunca que aqui a cadela sou eu!
Como muitos devem saber a minha empresa é considerada uma das 5 melhores empresas para se trabalhar em Portugal, é marcada pela informalidade e preocupação com o bem-estar dos colaboradores, oferecendo-lhes as melhores regalias, horários e programas de trabalho flexíveis, é uma empresa family-friendly, isto é, reconhece que funcionários e funcionárias têm responsabilidades familiares e aceitam o fato de que essas responsabilidades podem ter um impacto sobre a vida laboral.
Não é nada, estava a brincar! Se o fotografo que veio dizer que o Obama tinha uma caso com a Beyoncé, porque estava a brincar, eu também posso! Então já não vos disse que sou funcionária pública!!!
Mas até tenho um privilégio, uma vez por semana faço ginástica à hora do almoço e esse dia foi ontem, depois de um interregno de várias semanas, o recomeço foi estafante. Vai daí que decidi que me ia deitar cedinho e recompor-me com um revitalizante sono.
Depois de alimentar o ego da marquesinha nas suas exibições apalhaçadas, muitos risos e muita cocega, viro para a marquesa R que está em preparação para os testes. O tema era o sistema urinário e o reprodutor. Saco de hábeis táticas de escape às perguntas mais embaraçosas e lá consegui! Consegui deitar-me, porque isso do cedinho, “tá quieto”!
Mas também de que importa deitar mais cedo ou mais tarde, quando se vai passar a noite em vigília? Foi encantador e inquietante, passei a noite a acudir a piquena e a cantar-lhe…
Seja como for, tive várias horas para tentar perceber o que a criança tinha para berrar e chorar como se não houvesse amanhã, mas confesso que a canseira e a falta de paciência me conduziram próximo de um esgotamento. Uma vez que se baba como um camelo, só me resta acreditar que os sacanas dos molares querem é aparecer!
O Homem-bala, como sempre não deixa a menina chorar, coitadinha! E à semelhança de outras vezes, concluímos que trazê-la para a nossa cama é como guiá-la para a feira-popular, sendo que no carrossel está o pai a fazer de cavalinho e a mãe faz de mulher das cavernas, tudo isto, passado claro, na casa assombrada. De maneiras que, volta para o seu quartinho!
Alegre, é assim que se prevê o dia de hoje, muito alegre. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

E tudo o vento levou... E leva... E vai levando!

Ora aqui estou eu…
Voltei, voltei, voltei de lá…. Tra lá lá
A piquena portou-se lindamente, assim como assim é igualzinha mãe, firme e hirta como uma barra de ferro! Porém contudo, tenho a leve sensação, que para além dos tubinhos lhe devem ter deixado inadvertidamente umas pilhas Duracell! É vê-la a cantar, dançar, a deitar tudo abaixo…
Quem também veio para arrebatar foi a Stephanie, não, não é a do Mónaco! É mesmo a tempestade que veio para devastar tudo. E eu que até já tinha passado pelo pânico da chuva de calhaus, relembrei aqueles momentos de terror, e temi novamente que a casa me caísse em cima. Segundo simulacro e continuo sem plano de emergência!
Desta vez não tive estragos, apenas uma ligeira impressão que um gaijo estava lá fora a preparar-me uma serenata, mas como eu não aparecia à janela, limitou-se a passar a noite toda a assobiar e a sacudir as persianas! Chato! É que nem me deixou dormir sogadita!
E agora venho trabalhar cheia de pujança e tesura e não é que está uma brisa estranha! Eu quero, porque quero, e quero muito vir trabalhar e o sacana do vento empurra-me para trás. Eu até voltava para casa, sabem bem como preciso de um dia para repor energias, mas não me parece que a desculpa seja credível:
- Ah e tal, eu vim, eu até estava quase a entrar, mas o vento empurrou-me!...
Estou a ficar sem forças para lutar contra ele, por isso aqui vou eu...
Se aparacer nas Maldivas ou Miami, no problem!