"I´m a princess! And this is not how a princess is supposed to look!"

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domingo, 5 de janeiro de 2014

Nunca mais chega a segunda-feira!



Boas notícias para o meu diretor: Se ganhasse o euromilhões continuava a trabalhar!
Serei eu a única a preferir trabalhar, em vez de estar um fim-de-semana inteirinho em casa?
Xiii, estou mesmo pira lá de Marraquexe! O mau tempo não deixa, as marquesas não desgrudam, a marquesinha louva a toda a hora pela mamã, com as mãos erguidas como quem venera aquele ser que, quer ver olhos nos olhos e fazer miminhos no rosto.
Vida de pobre… estou mesmo exaurida!
Apesar de lamentar o desaparecimento do Pantera Negra, já não posso ouvir mais falar do assunto, por momentos cheguei a temer que sobre o estado do tempo se dissesse: “A coisa tá preta” ou “prevê-se uma nuvem negra” ou qualquer coisa do género.
Depois de desmanchar a árvore de natal e já sem paciência para tachos e panelas, roupas que lavam e secam ou aspirador, decidimos ir às compras para desanuviar! Péssima ideia, claro, dado que o homem-bala está sem carro, conforme consta no episódio de ontem, lá fomos nós na minha sucata. 10 segundos depois de arrancar, a minha vontade era ir direitinha ao Magalhães Lemos, uma quer o telemóvel para jogar, outra quer o tlm da irmã, o meu mais-velho (homem-bala), quer uma caneta. Tudo em histeria e o caos instalado, eis se não quando homem-bala descobre no porta-luvas um saco de gomas! Como é que eu ia adivinhar? É o único esconderijo que tenho! Claro que começa a devorá-lo, como se houvesse amanhã, a Marquesa R, também quer, e claro a marquesinha, mesmo não conhecendo o sabor quer experimentar. Mas quando o dito chega ao fim, os mais velhos percebem, mas a pequena tirana grita por mais até se verem as amígdalas. Nossa que biolência!
Volvidos ao ninho, já perto do jantar, homem-bala fica com a sua incumbência, preparar um pitéu e eu lanço-me aos banhos.
A pequena tiraninha estouradinha, pede mesmo naninha, e eu tudo bem! Caiu que nem um abade. Pensei eu que ia ter um jantar bem tranquilo, qual quê, passado uns dez minutos, o raça da catraia, começa a cacarejar e em grande galhofa chama por todos os nomes que já sabe. Sendo que reproduz os seguintes: Matilde – “Til”; Miguel – “Gué” ; Mia – “Mi”, já a Érica soa qualquer coisa como “queca”.
Ora, já sem uma gotinha de paciência, aciono o alarme e peço ao homem-bala para tomar conta da situação. Pior a emenda que o soneto, quando volto ao local do crime o gaijo está em gargalhadas e a piquena a exibir-se para ele! Tive novamente que segurar a situação, e lá adormeceu. Agora que estou exaustada, vou prá caminha fazer um óó! (Se o homem-bala deixar!!)

sábado, 4 de janeiro de 2014

Disney Pixar apresenta: CHOVEM CALHAUS!

Queridos amigos, tranquilos, estou viva e safei-me de mais esta! Para quem não sabe Leça da Palmeira foi hoje mais uma vez notícia (e eu que nem o emplastro, estava lá!).
Três da Manhã: Mais parecia uma cena saída de um filme, acordo em pânico suplicando ao homem-bala que vá ver o sótão que mais parecia ter uma mangueira de bombeiro por lá infiltrada tal era o barulho da tromba de água. Em uníssono as marquesas acordam em histeria suplicando por atenção e conforto. Eu, sem saber para que lado me virar, agarro nelas e sem ver pinga de água dentro de casa, pergunto:
- Então o que é que se passa?
- Estão a chover calhaus! (responde o homem-bala com o seu sorriso obsceno)
Ouve lá, estás no filme errado, este é talvez uma trilogia da Família Adams, eu branca como a cal, as miúdas tremiam como varas verdes, só mesmo o meu gaijo para ter coragem para se rir.
Hesitante acabo por lhe dar razão, ouviam-se calhaus a bater com tanta força no telhado, nas persianas, enfim, temi seriamente que a casa caísse.
Quando finalmente fui espreitar, percebi que algo de inédito estava a acontecer. Eis senão quando homem-bala diz com aquele seu ar mais impávido, esboçando até um sorriso:
- O meu carro já tem um vidro partido! (só lhe faltou esfregar as mãos e dizer - mais um bocadinho e vamos em direto para as notícias da tvi!)
- Quê?! E o meu?
- O teu não sei, não dá para ver!
Ainda em estado de choque, mas em processo de resignação, penso, bom se é para casa cair, deixa que caia… se virmos que tal vamos para a cave, mas se cair também não é grande ideia. Fonix, e agora?.
Bom, logo que possível tomarei conta da ocorrência, na verdade o carro dele ficou bem pior do que o meu. No meu apenas um farolim partido e a chapa vá lá, tipo, um Ferrero Rocher!
Mas o que mais me indignou, não, não foi a passividade do homem-bala, sobre tamanho acontecimento, pois já sei de ginjeira que nunca entra em pânico. Mas antes o descaramento do Sr. S. Pedro, que se fosse gaija até se percebia, somos inconstantes e tal, tal de pressa estamos bem, como de repente parecemos umas Marias Madelas.Mas ele não, às 3 da matina, grande tromba de calhaus e depois de manhã como se nada fosse, atira-nos com uns raios de sol para descredibilizar aqui o pessoal e fazer crer que tudo não passou de um simples pesadelo!
De nada me valeu o tema ter sido esmiuçado o dia todo por todo lado, pois claro está que o meu seguro, não cobre danos causados por tempestades. Temos pena, pois vai mesmo ficar como está, até lhe dá um ar mais avatngarde!
Dizem as notícias que esta noite temos alerta laranja/ avermelhado, seja lá aquilo que eles agora lhe chamam, mas temo que, a ser pior, só mesmo se a casa entrar em levitação!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Start 2014

2013 foi um ano declaradamente penoso, com uma grande deceção, sentida dor, tanta dor, que pela primeira vez achas que tens coração e que de certeza ele vai mesmo partir-se em infinitos bocadinhos pela força da explosão, momentos ocos em que não percebes a tua cegueira, momentos em que te questionas “porquê eu?”. Vês amigas a sofrerem com verdadeiras perdas que se fossem tuas, essas sim eram irreparáveis e sentes-te sem forças para dar força! Mas foi também o ano em que me apercebi, que ninguém merece tanto penar. Dei por mim a pensar: “És parva ou quê?”- de um momento para o outro comecei a valorizar-me, a achar-me realmente boa naquilo que sou. É pá, que se lixe tudo o que não interessa!
Ganhei tanto mais, ganhei novos amigos, ganhei sorrisos e abraços, ganhei uma sobrinha, mas acima de tudo mantive, mantive os velhos amigos, a família, o trabalho, Feliz e realizada, é assim que me sinto agora. Percebi finalmente que nada é garantido, apenas o amor incondicional que tens pelos filhos e vice-versa, genuíno, sem permuta e sem pisar. Apesar de padeceres, noite e dia, educas segundo os valores que adquiristes e sabes que isso dá trabalho, mas que mais tarde ou mais cedo vais ser recompensada. Nessa altura encontras ainda mais razões para amar a mãezinha e pensas como ela foi e é uma heroína.
Bem, e no final do amargurado ano retomei a encarcerada boa disposição, a minha alegria, as minhas gargalhadas, conquistei a felicidade e conservei a minha autonomia.
Agora espero que 2014 seja um ano Putrefacto de Bom, e quem quiser gosta que não gostar arruma pro lado!