"I´m a princess! And this is not how a princess is supposed to look!"

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A minha mansão é uma animação! Episódio #2

Por várias vezes já tenho comparado as marquesas a “jecos” (cão vadio, cão sem raça, ou apenas uma maneira terna, à moda do Porto, de chamar cão), mas na verdade, estou mais convencida do que nunca que aqui a cadela sou eu!
Como muitos devem saber a minha empresa é considerada uma das 5 melhores empresas para se trabalhar em Portugal, é marcada pela informalidade e preocupação com o bem-estar dos colaboradores, oferecendo-lhes as melhores regalias, horários e programas de trabalho flexíveis, é uma empresa family-friendly, isto é, reconhece que funcionários e funcionárias têm responsabilidades familiares e aceitam o fato de que essas responsabilidades podem ter um impacto sobre a vida laboral.
Não é nada, estava a brincar! Se o fotografo que veio dizer que o Obama tinha uma caso com a Beyoncé, porque estava a brincar, eu também posso! Então já não vos disse que sou funcionária pública!!!
Mas até tenho um privilégio, uma vez por semana faço ginástica à hora do almoço e esse dia foi ontem, depois de um interregno de várias semanas, o recomeço foi estafante. Vai daí que decidi que me ia deitar cedinho e recompor-me com um revitalizante sono.
Depois de alimentar o ego da marquesinha nas suas exibições apalhaçadas, muitos risos e muita cocega, viro para a marquesa R que está em preparação para os testes. O tema era o sistema urinário e o reprodutor. Saco de hábeis táticas de escape às perguntas mais embaraçosas e lá consegui! Consegui deitar-me, porque isso do cedinho, “tá quieto”!
Mas também de que importa deitar mais cedo ou mais tarde, quando se vai passar a noite em vigília? Foi encantador e inquietante, passei a noite a acudir a piquena e a cantar-lhe…
Seja como for, tive várias horas para tentar perceber o que a criança tinha para berrar e chorar como se não houvesse amanhã, mas confesso que a canseira e a falta de paciência me conduziram próximo de um esgotamento. Uma vez que se baba como um camelo, só me resta acreditar que os sacanas dos molares querem é aparecer!
O Homem-bala, como sempre não deixa a menina chorar, coitadinha! E à semelhança de outras vezes, concluímos que trazê-la para a nossa cama é como guiá-la para a feira-popular, sendo que no carrossel está o pai a fazer de cavalinho e a mãe faz de mulher das cavernas, tudo isto, passado claro, na casa assombrada. De maneiras que, volta para o seu quartinho!
Alegre, é assim que se prevê o dia de hoje, muito alegre. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

E tudo o vento levou... E leva... E vai levando!

Ora aqui estou eu…
Voltei, voltei, voltei de lá…. Tra lá lá
A piquena portou-se lindamente, assim como assim é igualzinha mãe, firme e hirta como uma barra de ferro! Porém contudo, tenho a leve sensação, que para além dos tubinhos lhe devem ter deixado inadvertidamente umas pilhas Duracell! É vê-la a cantar, dançar, a deitar tudo abaixo…
Quem também veio para arrebatar foi a Stephanie, não, não é a do Mónaco! É mesmo a tempestade que veio para devastar tudo. E eu que até já tinha passado pelo pânico da chuva de calhaus, relembrei aqueles momentos de terror, e temi novamente que a casa me caísse em cima. Segundo simulacro e continuo sem plano de emergência!
Desta vez não tive estragos, apenas uma ligeira impressão que um gaijo estava lá fora a preparar-me uma serenata, mas como eu não aparecia à janela, limitou-se a passar a noite toda a assobiar e a sacudir as persianas! Chato! É que nem me deixou dormir sogadita!
E agora venho trabalhar cheia de pujança e tesura e não é que está uma brisa estranha! Eu quero, porque quero, e quero muito vir trabalhar e o sacana do vento empurra-me para trás. Eu até voltava para casa, sabem bem como preciso de um dia para repor energias, mas não me parece que a desculpa seja credível:
- Ah e tal, eu vim, eu até estava quase a entrar, mas o vento empurrou-me!...
Estou a ficar sem forças para lutar contra ele, por isso aqui vou eu...
Se aparacer nas Maldivas ou Miami, no problem!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Com o coração apertadinho!

Amanhã a marquesinha, vai a modos que, meter uns tubos pelos "óbidos" a dentro...
Estou com o coração muito apertadinho e tenho pesadelos, tenho ataque de pânico só de pensar que me possa aparecer assim?


Não vá alguém confundi-la com um abajour!
Também tenho inquietações sobre os atributo sonoros que entretanto possa vir a adquirir.
Ora quem me conhece, sabe bem que falo pouco e baixinho! Será que a piquena me vai expulsar de casa?
E agora? Agora...

Estoy muy nerbiosa...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Parabéns ao FB, muitos likes de vida...

Chi patrão.. o Facebook faz anos e fez um vídeo para mim? Gostei sim senhora...
https://www.facebook.com/#!/lookback

Qual é o melhor dia para praticar o amor?


Um estudo publicado pelo site “Love Honey”, chega à conclusão que o melhor dia para fazer o amor, é o sábado ao final do dia.
Primeira pergunta: O estudo abarcava os casais com filhos? Sábado ao fim da tarde? E o quê que se faz à criançada? Só se for a alta velocidade, sem lugar a gemidos e num local ultra secreto.
Depois, é preciso que não estejam visitas, de outro modo vai dar barraca.
Eu cá tenho as minhas dúvidas, não por não ter apetite, às vezes bem que trocava as maravilhosas empreitadas domésticas, aliadas aos “oh mããeeee”, por umas cambalhotas valentes.
O mesmo estudo fala de, em dias da semana, apenas 10% dos casais acasalarem pela manhã, por receio de se atrasarem para o trabalho. Ora, haja algum iluminado que explique ao homem-bala que isso é uma razão válida?
O mesmo site aconselha os casais a marcar na agenda quando vão fazer amor. E eu tudo bem, estou aqui a olhar a ver onde é que vou encaixar essa “tarefa”… hum hum… e se for aqui?!... se calhar, aqui não dá…  hum … não estou a ver?! O tempinho que me resta, por norma, aproveito-o para dormir.
Acaba a concluir que dois terços dos inquiridos apontaram o verão como a época mais propícia para o sexo, enquanto 16% escolheram o inverno. Ora sobre isto não tenho a mínima dúvida, o ritual de arrancar a vestimenta em período glaciar é bem mais penoso do que quando andamos mais descascados, e aí tudo “rola”.
Sobre este assunto, resta-me acrescentar que faltou ainda averiguar o melhor local. Em cima da máquina de lavar? Na cozinha? Se bem que mesmo assim me parece que sábado ao fim da tarde não?!
Claro que não vou dar conhecimento do estudo ao cientista da mansão, se não ainda se lembra de levar a investigação a tese de doutoramento e valha-me Deus! Chego a temer umas aulas extra!
Ó meusss amigosesss, num havia necessidade… o amor é quando um homem quiser!!! (e o mal é mesmo esse, um homem quer sempre!!)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

02.02.2002

Podia muito bem ser o nome de uma exposição ou o número de série dum lamborghini, quem sabe talvez um código de acesso a uma conta na Suíça.
02.02.2002, é muito mais do que possam pensar. Foi o dia em que me colei ao homem-bala e ele a mim, o dia em que entendemos que uma capicua conciliada à chuva poderia ser um bom presságio para um “felizes para sempre”.
Noup! Não fomos felizes sempre, nem sequer somos um exemplo a seguir. Vamos embirrando, fomos assim e vamos continuar a ser, de outra forma não seriamos uma espécie de Nelo e Idália (não que o homem-bala seja abichanado!).
Temos as nossas peculiaridades e alienações e estamos quase sempre às cabeçadas, mas o que fazer?! É mesmo assim e se calhar assim será por muitos anos, quem sabe? De outra forma não seriamos Nós.
Destes desvaneios, cambalhotas e piruetas germinaram duas primorosas marquesas, razão pela qual muitas vezes encontramos sentido para esta passagem.
Muitos poéticos esperam que espete para aqui uma historieta muito romântica, uma declaração de amor que tenha recebido ou uma banda sonora da minha vida. Lamento, mas não somos assim! O que realmente nos fez e faz rir acontece muitas vezes no esconderijo da mansão ou em pequenos ápices que nos levam a ver que o amor não se faz, vai-se desfrutando. E com muitos altos e baixos, (como um interruptor), e com inúmeras embirrações e caprichos de ambos, que não raras vezes resultam em mais júbilo. E é tão bom!
O que é certo é que o balanço é indiscutivelmente positivo, o que sinceramente me faz pensar no que por aí vem.
Pois bem, resumindo, se um dia pensarem que a conquista é uma empreitada única e vitalícia, meus amigos e amigas, como diz o portuense – “Bai à bolta!”. Tudo isto dá muito trabalho, implica muitos sacrifícios, muita dedicação, muitas renúncias, muitas perdas e sobretudo muita cedência, para de alguma forma nos sentirmos retribuídos.
Ahh! E isso das capicuas, mitos e lendas, casamento molhado, casamento abençoado é uma treta, é como tiver que ser!
Então  em vez de um almoço romântico a dois, vá lá no máximo a quatro/ cinco (contando com o dragão), com lagosta e muito marisco, fomos almoçar fora é certo, mas foi a casa da sister com  resmas de gente, que assim não há cá romantismos, quanto muito... ups... agora não posso, vem aí o homem-bala! Até amanhããã...... 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A minha mansão é uma animação...

Hoje decidi dedicar algum tempo à maldita beleza, e resolvi ir pintar a trunfa, claro que não fui a única a ter a ideia e portanto em vez de uma hora, demorei aí umas três. Meio de propósito, fiquei sem bateria no telelé, ainda tive tempo de passar na confeitaria e levar uns docinhos para mimar os glutões, mas de nada me valeu, quando cheguei á mansão estava o caos instalado.

Pela sala é bem possível que tivesse passado um furacão, pela cozinha (que é a mesma coisa) os habituais devoradores, mas daqueles que deixam uma rasto imensurável, de maneira que pego nas cachopas e toca a meter em vinhadalhos (que é como quem diz no banho), sal (de banho), shampoo para cabelos rebeldes, e uma loção à base de lixívia. Mas para quem é mãe, sabe bem que o efeito nestas criaturas depois do banho, é mais ao menos o mesmo que o dos cães, ao princípio não querem ir, mas depois ficar tresloucados!

No rescaldo e já depois do bandulho cheio, cabe-me a mim arrumar a bagunça, nessa altura conto sempre com a masrquesinha para meter a loiça na máquina, e quando digo meter, estou a ser muito meiga, porque na verdade ela está mesmo atirar.

A marquesa R engalfinhasse com o tablet e o homem-bala fica a venerar o casulina, o filho mais novo, o bicho-bicha. Ora a marquesinha que ainda acha graça a ser mandada, corre de um lado para o outro como que a exibir troféus – ó pra mim tão educadinha!

Até aqui tudo bem, quer dizer, talvez não, bem até aqui tudo mais ou menos bem, eis senão quando a marquesinha aciona o alarme depois de se ouvir um estrondo. Ora a marquesinha ao contrário da irmã, raramente abre a torneira e portanto quando o faz é caso para manter o inem sobre aviso. Perante o acontecimento a marquesa R, nem pestaneja, não vá o tablet ganhar asas e voar sem ela contar, mas ainda assim atira um – caiu no chão?
- não minha querida, caiu no teto! - contraponho certa de que vai reagir, mas nem assim!
Eu com as mãos ensopadas suplico ao homem-bala que reaja. Ele que sem eu perceber trazia o bicho-bicha no pescoço, temendo uma queda do animal, levantasse como que a encarnar o godzilla, com aqueles braços arqueados e com manobras de malabarismo lá pega na catraia, e um tanto ao quanto em pânico vocifera um – ai que está a deitar sangue pela boca! – e lá vou eu em versão flecha socorrer a piquena, mas dou de chofre com o raio do tinhoso encavalitado no lombo gajo… só me apetecia lançar-lhe um gás capaz de o fazer voar até ao deserto que é lá que devia estar! Mas uma vez que o foco é a marquesinha que está em apuros, o asqueroso passa a segundo plano!
Quando tomo conta da ocorrência, e uma vez que a miúda já estava a achar escarcéu a mais para uma quedazinha, olhando para nós com cara de quem – está tudo bem, que exagero! Olho bem e lá estava ele, o malvado... morango!!! Ali enfiado pela boca dentro, armado em sangue!