"I´m a princess! And this is not how a princess is supposed to look!"

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segunda-feira, 10 de março de 2014

O primeiro dia da sopeirinha.

Ao fim de algumas semanas de abandono, finalmente encontro a sopeirinha maravilhosa, o “crème de la crème”. Certa, de que, com as referências, terei garantida a limpeza possível para sobreviver aos perseverantes tsunamis que embirram em passar pela minha mansão.
No que toca a predicados, da minha parte está tudo nos conformes, quanto ao homem-bala, nem por isso, ficaria sobejamente mais satisfeito se fosse mais novinha e boooa! Assim sendo, está muito bem assim!
Tudo a postos. Roubei algum do meu precioso tempo de domingo (e dela também) para acertarmos agulhas, algumas advertências e vamos em frente que atrás vem gente.
Explica-me, com alguma delicadeza o seu repúdio pelo bicharoco, temendo que o ainda suposto lugar estivesse em perigo. Explico-lhe, que sou solidária na arte de o exterminar se preciso for, e que portanto, tem em mim uma aliada para com discreta mestria o aniquilarmos.
Combinamos já para hoje a primeira empreitada, eis senão quando 5 minutos depois da hora marcada para a entrada ao serviço, aciona o meu aparelho portátil. Naquela fração de segundos antes de atender, conjeturo:
“- Ó menina, parti um cabelo e não me estou a sentir-me nada bem…” – ou numa prespectiva mais drástica – “não consigo entrar, parti a chave na porta!”
Páro com a palhaçada e atendo:
“É que o bicho está aqui nas escadas!” – exclama com o terror que o momento merece. Parece que a estou a ver, em bicos de pés e com a vassoura numa mão e telemóvel na outra à espera do meu aval para banir o nojento rastejante.
Não me atravessei, não tinha outro remédio, senão dizer-lhe que o estimulasse ao suicídio, encorajando-o a cair inadvertidamente pelos outros degraus até às profundezas. Dado que eram as escadas da cave, mais baixo não poderia ir, só mesmo para debaixo da terra, se a força assim o consentisse.
Se bem que com o distanciamento que o instante permitia, não desejasse infinitamente mais o falecimento do responsável pela ocorrência. Fosse isto acontecer comigo e estaria já com um processo de suspeita de assassinato. Eu, sinistra terrorista, capaz de matar?!
Só me resta confiar que após este episódio, a minha querida sopeirinha se mantenha firme e hirta naquela que será decerto a mansão mais alegre que irá algum dia cuidar, e que consiga fazer a lida com perfeição.
Entretanto contactado para, em missão de urgência se dirigir ao local do crime a fim de remediar o imbróglio, homem-bala, solta umas gargalhadas e disponibiliza o seu fim de dia para cuidar do “coitadinho, é tão pequenino”. (como isso por si só não fosse ainda mais repugnante!)
Ri-te ri-te, não tarda brindo-te com uma depilação a cera nas zonas secretas que tu vais ver!

sexta-feira, 7 de março de 2014

A minha mansão é uma animação! Episódio #3


Passou o Entrudo, no entanto, e porque o senhor bom tempo, nesse dia resolveu ir pró Brasil, vai daí, na bela recém-fundida freguesia de Leça da Palmeira acontece hoje o cortejo das criancinhas.
Ora a minha noiva, moída que ficou com a insistência em lhe procurarem pelo nubente, decide desta vez escolher uma palhaça. Desconfio que ficou a saber que foi precisamente isso que lhe chamei quando se foi chibar ao pai sobre o bom ambiente que se vive no meu local de labuta.
Palhaça! Não sei se não será um bocadinho pior, mas siga.
Apesar de notificada dos eventuais gracejos que será alvo, mesmo assim preferiu a troca,
envergando esse elemento super discreto (narizinho vermelho), uma pintura facial que em bom rigor era mais rupestre, dado o sobejo tempo que a manhã proporciona para pormenores e vamos a isso. Ainda assim, leva algumas dicas na manga, caso algum palhaço a inquiete!
Até aqui tudo bem, quer dizer tudo como se arranja, eis se não quando a piolha se apercebe que a mana vai novamente disfarçada e ela népia. Nem mesmo o facto de (e porque hoje é dia de ginástica) levar o fato-de-treino e passar bem por futebolista ou treinadora, a dissuade de se atirar para o chão e se revelar uma verdadeira atriz na arte de imitar o jogador a sofrer uma falta.
A única maneira de a controlar é, e como tenho vindo a provar, fazendo exatamente o que se faz aos cães, oferecer-lhe comida e ela pára imediatamente, levanta as orelhas, abana o rabo e segue-me até ao armário das bolachas. Resolvido!
Garanto que um dia destes lhe ponho uma trela e a ponho a alçar a patinha para não gastar tanto em fraldas. De resto ontem mesmo, já experimentou a sensação de fazer fora da fralda, pena é que tenha sido no banho de imersão! A reação merecia uma curta-metragem, era vê-la a apontar para os flutuantes e a soltar uns Oh! Oh! como se a culpa não fosse dela.
Nossa que biolência!

quarta-feira, 5 de março de 2014

O lá lá ó óóó óóó... mas que frió óóó óóó.

Época festivaleira, forró, laré… é tudo pretexto para encarnar um personagem. Dois ou três adereços, desenha-se a figura e o resultado dá nisto:


Não tenho propriamente espírito carnavalesco, o que eu gosto mesmo é de um bom cromo, que me liberte, que deixe levitar, o resto sai naturalmente, está em mim! 
No rescaldo destaco os melhores momentos. Esplendoroso, foi sem dúvida, o ir trabalhar. Não haja dúvida que o país prestou um gigantesco serviço público, mais rentável neste dia que em qualquer outro, até pelo facto de estarmos todos muito animados, conscientes de que o bom senso imperou e que não fora o nosso esforço, a economia teria descido às profundezas do infortúnio. (primeiro momento - aviado!)
Reflito ainda sobre o que pensariam de mim os foliões com quem me cruzei, com um ar de alface acabadinha de chegar ao mercado, quando pelas 9h ainda eles emborcavam coisas líquidas, sólidas e gasosas e entoavam cânticos aos solavancos. Eu, deprimida, dou por mim a beber a minha meia de leite e o pãozinho com manteiga, ao lado da Amy Winehouse, dois ou três Josés Castelo Branco (travestis, vá) e outros seres galácticos que ali paravam.
Teriam eles a perceção que eu ia labutar? Ou, que é o mais certo, julgariam que seria eu a enfrascada em achar que era dia de canseira?
Bom, heroicamente, já na cadeia, sim, para quem não sabe a minha segunda casa é uma prisão, (se bem que a primeira casa, também à sua maneira o pode bem ser considerada!) recebo a visita do ilustre Homem-bala, que à semelhança de 90% da população curtia o carnaval fora do local onde habitualmente não se encontram disfarces, acompanhado da restante realeza.
Inaugura-se a minha digressão por tudo o que é admirador das réplicas. No meio da expedição a marquesa R insiste em interrogar tudo e todos, sobre o que é a minha profissão, que, por não se assemelhar às mais comuns, não tem lugar no seu dicionário.
Já a piquena insiste em evidenciar o feitio (mau-feitio, diga-se) e ninguém lhe arranca sequer um sorriso, descredibilizando de imediato as minhas crónicas em que enalteço a sua simpatia e reinação.
Submetida a este esplêndido ambiente “carnavalesco”, Marquesa R, sugere insistentemente que me faria uma excelente companhia e assim foi.
À noite, ao jantar a “penetra”, faz um apanhado do maravilhoso dia e explica ao pai que o meu trabalho é espetacular e que até posso ir ao FB! Se ele achava que funcionário público já não faz nada, acaba de encontrar a testemunha que tanto procurava.
Olha-me esta! Considerei isto um aviso e a minha ideia era defender-me, mas está claro que só o facto de ter trabalhado neste dia, responde a qualquer provocação.
Caso para dizer – Que palhaça!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Uma Noiva agarrada a um moranguito.


Hoje levei uma noiva agarrada a um moranguinho.
A Noiva alegre envergando o belo do bouquet, feito de flores felpudas e 0% natural, estava quase tão nervosa como uma verdadeira. Contudo, bem vaidosa por, mesmo que apenas na sua imaginação, ser já uma adulta e hoje ser um dos dias mais felizes da sua vida. Logo, logo verá que não passa de uma farsa.
A mais piquena, também radiante por estar com uma novo look, teve direito a uma pintura facial, replicando o seu moranguito. Na verdade, só a teve por breves segundos, ainda não tem maturidade suficiente para perceber que uma gaija tem que se besuntar toda para ficar mais bonita e portanto, decidiu ver com os dedos como é que aquilo era e num instante passou de moranguinho a pintura rupestre.
A combinação foi perfeita uma noiva radiante, quase que a lambuzar-se com um moranguito!
Aparentemente a onda da Minnie é que dura e dura e dura! Lembro-me de há anos, muitos anos, me ter mascarado de Minnie. Das duas uma ou eu já era muito à frente (também é uma verdade) ou mudam-se os tempos, mas não se mudam as vontades!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O meu carro até assusta os ladrões!

Sabeis bem que o meu veículo é topo de gama, ou melhor já foi, um dia, talvez na minha imaginação. Às vezes confundo sonho com realidade!
Pois bem, para além da direção assistida (a braços), dos vidros elétricos (da frente, e sabe Deus!), e do look que agora decidi implementar, graças à Chuva de calhaus. Tenho a enorme vantagem de ter comando à distância, uma distância tão grande, tão grande que nem lhe chego. Mas ainda assim é muito obediente, é só meter a chave no canhão da porta e se virar para a direita ele imediatamente abre, se virar, para a esquerda ele fecha. Quem dera a muitos ter assim um bólide tão bem mandado.
Aparentemente tudo normal, mas hoje aconteceu magia! Em horas muito alegres (8h00) e sem a ajuda do homem-bala, na ânsia de sair de casa para cumprir todo um ritual que eu adoro, dou por mim a revirar a carteira, o casaco e tudo o mais que se possa imaginar em busca da tão desejada chave que me leva, a mim e às réplicas, a satisfazer os deveres a que a sociedade nos obriga – trabalhar, trabalhar, trabalhar!
Saco do meu olhar ameaçador e interrogo as catraias sobre o paradeiro da dita. A mais velha descarta-se e a mais nova responde-me com um sorriso, como que se eu estivesse a falar ucraniano, todavia, aos seus olhos a pergunta seria qualquer coisa como: (ler com sotaque russo) - sábias que o présidente foi destituído?! - Responde-me com uma gargalhada e vai à vida dela. Aquilo até me aleijou os nervos!
O horror instalado, e a marquesa R lança uns bitaites muito produtivos, um deles aguça-me os tímpanos: Não deixas-te no carro?
À pergunta ligeiramente parva, vá lá, pode ser atribuída alguma credibilidade. Tenho de admitir que a gestão à saída da viatura é mais ou menos assim: Saio eu com tudo o que é quinquilharia, abro a porta da mansão, depois a Marquesa R com os seus haveres e deixo as mãos bem livres para ir recolher a marquesinha da cadeira. Não sem antes, ela me deliciar com uma palhaçada fazendo de conta que dorme, é certo que com os olhos abertos, e largando até um ressonar para credibilizar ainda mais a coisa. Nessa altura, entro na farsa e aproveito para fechar o carro no trinque, no lado do pendura.
Perante isto, já se prevê o que aconteceu, certo! Eu bem que temia que um dia destes isso acontecesse, mas achei sempre que não ia ser assim tão incompetente!
O brilhantismo disto tudo é que ninguém me levou o carro. Talvez seja porque não o acham grande espingarda. A minha vizinha aliás, já tinha comentado comigo, a propósito da queda de calhaus e perante o facto do carro do homem-bala ter partido os vidros em vez do meu:
- Olha que pena, havia era de ser o seu, que é mais velhinho!
Não lhe respondi mas se o tivesse feito, diria qualquer coisa do género:
- É pois, sua vaquinha, o meu é velhinho, devia mesmo era ir para abate, não faz cá falta nenhuma, não é? E se fosses masé trabalhar e deixasses o meu rottweiller sogadito antes que ele te morda?

Valeu-me ter uma cópia em casa, caso contrário adivinhava-se mais despesa e muitos nervos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A prova

Para verem como eu não exagero, aqui fica uma imagem da bicha quando está a escamar!
Agora não digam que sou eu!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Bicho-bicha - Episódio especial

Tenho-me baldado com o ponto de situação da novela romântica “Agora escolha: Bicho-bicha”. Pois bem, hoje é dia de episódio especial, grandes revelações e confidências estão prestes a ser desvendadas.
A propósito, cheguei a pensar fazer uma petição para a extinção irrevogável do bicho-bicha, mas tenho de admitir que consigo retirar alguns momentos divertidos, protagonizados em grande parte pela marquesinha. E também deixaria uma fração familiar ligeiramente desgostosa. Por incrível que pareça, prós lados do homem-bala, há quem ache o bichinho adorável. Pretendem fazer da minha mansão um laboratório de procriação e tentam mesmo convencer das encantadoras vantagens do réptil. Valha-me Deus!
Adiante. Considerando que estamos perante momentos de desânimo nacional, seria também um sucesso de audiências, se lançasse um concurso e de deixasse à vossa consideração o sexo do dito.
Podia ainda, divulgar um número daqueles de valor acrescentado, para vos garantir um chorudo prémio de milhares de euros, o que seria claramente parvo, uma vez que não tenho dinheiro nem para mandar cantar um cego! Sendo assim, prefiro conquistar a vossa atenção pura e simplesmente com a revelação à bruta.
Tendo em conta que é episódio especial, já devem ter percebido que estou a “encher chouriços”, mas são estratégias de marketing (vício de profissão).
Agora que já conquistei a vossa atenção, e uma vez que já devem estar um tanto ao quanto irritados com tanto suspense, passo de imediato à grande revelação.
Não sem antes vos dizer que o animal já mudou de look outra vez, e deixem que vos diga, fica ainda mais feio cada vez que escama. Pelos visto tem a ver com o rápido crescimento, razão pela qual os convidados lá de casa, chegam e dizem mais ou menos aquilo que dizem das marquesinhas: “Ai está tão grande!”.
Isso é deprimente e inspira-me cada vez mais a, sem querer, lançar-lhe, sei lá, uma alface, talvez. Não sei se vos disse, mas o animal pode bater a caçoleta se comer alface.
Pronto, agora que já vos irritei bastante, posso finalmente dizer que o tempo tem determinado que o domínio lá da mansão vai para… gaijas! Gaijas ao poder! O que me leva a pensar, ai onde isto vai parar?!
Não querendo, como é evidente meter o bicho-bicha na mesma gamela que as restantes gostosas da mansão, tudo indica que o bicho é bicha. E digo isto, sem qualquer propósito homofóbico, é bicha, ponto!
Posto isto, deixo só mais uma consideração à “dragona”:
- Querer, queria era que o Lopes da Silva te apanhasse a ti! ... psst…cala-te:
http://www.youtube.com/watch?v=sLihiP2_0_s&list=RDVKTlpgL0Bgw