Avançar para o conteúdo principal

Nós mães, somos uma bimby com carta de condução e tudo...

Estamos sempre a reclamar os nossos direitos, mas na verdade o que conseguimos até agora foi mais trabalho, mais trabalho e mais trabalho.
Que nós gaijas fazemos tudo já não é novidade nenhuma, mas "num havia necessidadeezeeze!". Estamos apenas a deitarmo-nos na cama que fizemos, senão vejamos. Quem carrega os catraios, mesmo antes deles nascerem? És tu!
Quem dá o primeiro leitinho? És tu!
Agora a desculpa mais gasta de sempre. "Ah e tal, tens mais jeito, ela gosta mais que sejas tu!" Daí para a frente é sempre a piorar.
E de repente dás por ti numa encruzilhada já sem volta. Acabaste por pôr a miúda no infantário à beira do teu emprego, porque dá mais jeito e já nem lhe pedes para ele a ir buscar, porque não faz sentido. Trabalhas em várias frentes, sempre com o maior sorriso na cara.
Assim como assim, estás atulhada de trabalho até às unhas. Sais do trabalho e invejas aqueles alegres inocentes que te dizem: Ah por hoje chega, chegando a casa vou direitinha para a cama e tu pensas: "Vai prá porcaria!" (que é como quem diz, vai à merda, mas não me fica bem escrever!)
Ainda tens tanta porcaria para fazer!
Chegas a pensar: "Quem me dera estar internada com uma dorzinha de nada, vá! Só para puderes fugir a tanta, mas tanta coisa que não só tens que fazer, mas também que pensar!
Uma Bimby, é como me sinto, faço tudo! (pelo menos é o que dizem, porque o Marido Natal, ainda não me ofereceu nenhuma!) Com a agravante de me deslocar, e vá lá, também falo, e riu, e faço barulho! É só meter os ingredientes e pode bem sair uma lagosta soada!!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Estou um ovo podre!

Constato em choque que estou um tanto ao quanto apodrentada! No outro dia esfaqueei o dedo malcriado. Ainda pensei em ter aquela conversa que anseio ter com certas pessoas, exibindo o dedo que teimava em ficar hirto e firme, mas lá me contive. Depois são os costados, andam pela hora da morte, tenho a sensação que fui árbitro numa daquelas lutas de sumo e fui apanhada na malha. Para terminar, se bem que não pela primeira vez, entortei o pé do costume. Da última vez que me aconteceu, estava com uma pança de 8 meses (daquelas que parece que embuchaste uma gigantesca melancia), vai daí espatifei-me na chão, engessei a pata e valeu-me umas espampanantes acrobacias. Tenho agora um andar novo, que me dá um estilo do caraças, mas ainda assim não me atrevo a ir ao hospital. E porquê, perguntam vocês? Porque uma gaija, não tem tempo para estar doente! A BigSister também anda meia desmanchada, depois de ter tirado fora tudo o que não prestava. É portanto, bem provável que um dia de...

A bicha anda muito saída!

O que se passou foi o seguinte, homem-bala decidiu fazer uma pequena remodelação à mansão do bicho-bicha, agora bicha-sem-nome. Pelos vistos o T0, não seria suficientemente espaçoso dada a velocidade estonteante de crescimento com que nos brinda. Vai daí resolve enveredar pela arte da carpintaria e produzir a mansão (terrário) para a bicharoca. Semanas depois nasce um tenebroso caixão preto, que homem-bala entende, deve fazer parte da decoração da sala. Gesticulei, gani, espingardei, mas de nada me valeu. Rebentou a escala da persistência e convenceu-me que se tratava de uma decisão provisória até que a cave esteja pronta (tarefa aliás que lhe está designada). Por outro lado, nas entrelinhas, já foi dizendo que a cave tem pouca luz e tal… Nada disto seria realmente crítico, não fosse o facto de, dadas as dimensões do caixão, este estar precisamente em frente à mesa de jantar, e portanto, ter o deleite de me lambuzar com vistas para o deserto. Querem mais espetacularidade? Contin...

Viagens na minha terra

Fiz uma reflexão sobre qual seriam os corredores por que passei aquando da minha concepção. Não querendo chamar para aqui o ato propriamente dito e deixando portanto, a imagem dos meus queridos criadores em momentos de ramboia intacta (isto de imaginar os pais, soa a muito estranho!) Por isso e passando à frente, dou por mim a meditar sobre o porquê do Todo-Poderoso me brindar com alguns atributos (extraordinários, vá!), descurando os guichés da sorte e do carcanhol. É certo que ainda não lido bem com esta punição, mas seja como for, acabo por ainda assim ter momentos inolvidáveis de puro entretenimento, senão vejamos, nos últimos episódios da minha novela andava a sentir-me a WILMA dos Flintstones. Como assim, perguntam vocês? E eu respondo, porque respondo sempre aos vossos anseios. Enquanto condutora sentia uma espécie de cubos no lugar das rodas, a paisagem parecia vista através duma montanha russa, ora cá em cima, ora lá em baixo. Para não falar da banda sonora, que mais pa...