Avançar para o conteúdo principal

Fui abandonada... como uma cadela!

Que eu sou uma princesa a modos que, pouco convencional, já se sabia, que tenho uma vida de cadela, também já se constava, mas em boa verdade, quando dei o título ao blog, nunca pensei que a minha vida fosse mesmo assim tão... PQP…alegre, vá!
Não é que agora fui (esta parte é para ser lida a cantar, a música é aquela da Ágata)
Abandonada, abandonada
Serei sempre uma princesa meia atolambada
Abandonada, abandonada
Foi assim que ela me deixou, sem vida e sem nada
Foi a minha auxiliar da vassoura esfrega retretes (também conhecida por empregada) que me abandonou. E agora?! Ai que estou a falecer… ou talvez não, talvez esteja apenas a passar-me. Não sei se me faço entender, eu não tenho tempo!
Das duas uma, ou deixo de trabalhar ou deixo de dormir. Vamos lá fazer o exercício:
Deixar de trabalhar. Talvez não fosse má ideia, assim como assim, estou bem perto de gastar mais para trabalhar do que ganhar, se bem que não me imagino sem o mulherio lá do serviço a atormentar-me o neurónio (o único que tenho), ou a implorarem-me para eu me calar, ou a suplicarem para não cantar. Não, não, não me parece grande solução, e depois como é que sobreviviam sem mim? Primeiro hipótese, fora de questão.
Segunda hipótese, deixar de dormir. Hum… pode ser, quer dizer, não sei…já tenho tido umas boas aulas, ainda esta noite foi um forrobodó, e não falo das piruetas com o homem-bala, foi mais a marquesinha que adora mostrar-me que a noite é para desfrutar e não deve ser desperdiçada com um sono revitalizante. A piquena que humanizou a personagem do Baby Shrek, (uma vez que a mãe é Fiona), sofre para chuchu com a cera no "óbidos"  (termo não convencional para ouvidos), e é só de noite, que assim não maça as educadoras, prefere inquietar a mãe. Em desespero acabo por levá-la para a nossa cama, mas a catraia parece uma cadela naquele ritual que os cães têm antes de se deitarem que demoram uma eternidade, para depois adotarem as posições mais estranhas, então rola, rebola, volteia, vira, revira e volta e virar! Quando digo uma cadela, refiro-me a uma raça específica - caniche, porque a piquena agora decidiu homenagear o Marco Paulo nos tempos áureos, ou o Serafim Saudade, enverga uma sublime carapinha que teima em não crescer.
O ideal seria mesmo trabalhar só um bocadinho para manter a sanidade e o “cumbíbiu” (outro termo, menos vulgar para convivência, apenas utilizado no Porto), ganhar o dobro do donativo mensal (há quem lhe chame ordenado, mas eu não consigo), mas ganhava algum tempo para as limpezas e já agora para dormir!

Comentários

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Estou um ovo podre!

Constato em choque que estou um tanto ao quanto apodrentada! No outro dia esfaqueei o dedo malcriado. Ainda pensei em ter aquela conversa que anseio ter com certas pessoas, exibindo o dedo que teimava em ficar hirto e firme, mas lá me contive. Depois são os costados, andam pela hora da morte, tenho a sensação que fui árbitro numa daquelas lutas de sumo e fui apanhada na malha. Para terminar, se bem que não pela primeira vez, entortei o pé do costume. Da última vez que me aconteceu, estava com uma pança de 8 meses (daquelas que parece que embuchaste uma gigantesca melancia), vai daí espatifei-me na chão, engessei a pata e valeu-me umas espampanantes acrobacias. Tenho agora um andar novo, que me dá um estilo do caraças, mas ainda assim não me atrevo a ir ao hospital. E porquê, perguntam vocês? Porque uma gaija, não tem tempo para estar doente! A BigSister também anda meia desmanchada, depois de ter tirado fora tudo o que não prestava. É portanto, bem provável que um dia de...

A bicha anda muito saída!

O que se passou foi o seguinte, homem-bala decidiu fazer uma pequena remodelação à mansão do bicho-bicha, agora bicha-sem-nome. Pelos vistos o T0, não seria suficientemente espaçoso dada a velocidade estonteante de crescimento com que nos brinda. Vai daí resolve enveredar pela arte da carpintaria e produzir a mansão (terrário) para a bicharoca. Semanas depois nasce um tenebroso caixão preto, que homem-bala entende, deve fazer parte da decoração da sala. Gesticulei, gani, espingardei, mas de nada me valeu. Rebentou a escala da persistência e convenceu-me que se tratava de uma decisão provisória até que a cave esteja pronta (tarefa aliás que lhe está designada). Por outro lado, nas entrelinhas, já foi dizendo que a cave tem pouca luz e tal… Nada disto seria realmente crítico, não fosse o facto de, dadas as dimensões do caixão, este estar precisamente em frente à mesa de jantar, e portanto, ter o deleite de me lambuzar com vistas para o deserto. Querem mais espetacularidade? Contin...

Viagens na minha terra

Fiz uma reflexão sobre qual seriam os corredores por que passei aquando da minha concepção. Não querendo chamar para aqui o ato propriamente dito e deixando portanto, a imagem dos meus queridos criadores em momentos de ramboia intacta (isto de imaginar os pais, soa a muito estranho!) Por isso e passando à frente, dou por mim a meditar sobre o porquê do Todo-Poderoso me brindar com alguns atributos (extraordinários, vá!), descurando os guichés da sorte e do carcanhol. É certo que ainda não lido bem com esta punição, mas seja como for, acabo por ainda assim ter momentos inolvidáveis de puro entretenimento, senão vejamos, nos últimos episódios da minha novela andava a sentir-me a WILMA dos Flintstones. Como assim, perguntam vocês? E eu respondo, porque respondo sempre aos vossos anseios. Enquanto condutora sentia uma espécie de cubos no lugar das rodas, a paisagem parecia vista através duma montanha russa, ora cá em cima, ora lá em baixo. Para não falar da banda sonora, que mais pa...