"I´m a princess! And this is not how a princess is supposed to look!"

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sábado, 1 de fevereiro de 2014

A minha mansão é uma animação...

Hoje decidi dedicar algum tempo à maldita beleza, e resolvi ir pintar a trunfa, claro que não fui a única a ter a ideia e portanto em vez de uma hora, demorei aí umas três. Meio de propósito, fiquei sem bateria no telelé, ainda tive tempo de passar na confeitaria e levar uns docinhos para mimar os glutões, mas de nada me valeu, quando cheguei á mansão estava o caos instalado.

Pela sala é bem possível que tivesse passado um furacão, pela cozinha (que é a mesma coisa) os habituais devoradores, mas daqueles que deixam uma rasto imensurável, de maneira que pego nas cachopas e toca a meter em vinhadalhos (que é como quem diz no banho), sal (de banho), shampoo para cabelos rebeldes, e uma loção à base de lixívia. Mas para quem é mãe, sabe bem que o efeito nestas criaturas depois do banho, é mais ao menos o mesmo que o dos cães, ao princípio não querem ir, mas depois ficar tresloucados!

No rescaldo e já depois do bandulho cheio, cabe-me a mim arrumar a bagunça, nessa altura conto sempre com a masrquesinha para meter a loiça na máquina, e quando digo meter, estou a ser muito meiga, porque na verdade ela está mesmo atirar.

A marquesa R engalfinhasse com o tablet e o homem-bala fica a venerar o casulina, o filho mais novo, o bicho-bicha. Ora a marquesinha que ainda acha graça a ser mandada, corre de um lado para o outro como que a exibir troféus – ó pra mim tão educadinha!

Até aqui tudo bem, quer dizer, talvez não, bem até aqui tudo mais ou menos bem, eis senão quando a marquesinha aciona o alarme depois de se ouvir um estrondo. Ora a marquesinha ao contrário da irmã, raramente abre a torneira e portanto quando o faz é caso para manter o inem sobre aviso. Perante o acontecimento a marquesa R, nem pestaneja, não vá o tablet ganhar asas e voar sem ela contar, mas ainda assim atira um – caiu no chão?
- não minha querida, caiu no teto! - contraponho certa de que vai reagir, mas nem assim!
Eu com as mãos ensopadas suplico ao homem-bala que reaja. Ele que sem eu perceber trazia o bicho-bicha no pescoço, temendo uma queda do animal, levantasse como que a encarnar o godzilla, com aqueles braços arqueados e com manobras de malabarismo lá pega na catraia, e um tanto ao quanto em pânico vocifera um – ai que está a deitar sangue pela boca! – e lá vou eu em versão flecha socorrer a piquena, mas dou de chofre com o raio do tinhoso encavalitado no lombo gajo… só me apetecia lançar-lhe um gás capaz de o fazer voar até ao deserto que é lá que devia estar! Mas uma vez que o foco é a marquesinha que está em apuros, o asqueroso passa a segundo plano!
Quando tomo conta da ocorrência, e uma vez que a miúda já estava a achar escarcéu a mais para uma quedazinha, olhando para nós com cara de quem – está tudo bem, que exagero! Olho bem e lá estava ele, o malvado... morango!!! Ali enfiado pela boca dentro, armado em sangue!

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