"I´m a princess! And this is not how a princess is supposed to look!"

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quinta-feira, 27 de março de 2014

Viagens na minha terra

Fiz uma reflexão sobre qual seriam os corredores por que passei aquando da minha concepção. Não querendo chamar para aqui o ato propriamente dito e deixando portanto, a imagem dos meus queridos criadores em momentos de ramboia intacta (isto de imaginar os pais, soa a muito estranho!)
Por isso e passando à frente, dou por mim a meditar sobre o porquê do Todo-Poderoso me brindar com alguns atributos (extraordinários, vá!), descurando os guichés da sorte e do carcanhol.
É certo que ainda não lido bem com esta punição, mas seja como for, acabo por ainda assim ter momentos inolvidáveis de puro entretenimento, senão vejamos, nos últimos episódios da minha novela andava a sentir-me a WILMA dos Flintstones. Como assim, perguntam vocês?
E eu respondo, porque respondo sempre aos vossos anseios. Enquanto condutora sentia uma espécie de cubos no lugar das rodas, a paisagem parecia vista através duma montanha russa, ora cá em cima, ora lá em baixo. Para não falar da banda sonora, que mais parecia o Bolero de Ravel, enfim viagens hilariantes!
Entretanto e visto que a reinação não podia seguir, e começava a ser pouco discreta nas minhas jornadas, torna-se necessário solicitar os serviços do Atellier de Mecânica.
Gosto do misto de cavalheirismo e agressividade com que o clínico-mecânico me dá conta, com aquele ar apreensivo, do rol de maleitas que o raio do bólide padece. Protesto, mesmo sobre um assunto sobre o qual protestar é ridículo!
Achava eu que todas aquelas doenças não o obrigariam a uma baixa prolongada, e assim sendo permitiria uns ainda bons quilómetros sem paragem para consulta. Mas não, depois do diagnóstico aparentemente grave, só me resta o internamento.
Recebo a conta (não lhe posso chamar a continha) e exclamo do alto da minha insatisfação: Caneco! Chiça! (Para não berrar outros impropérios) Agora é que começo a andar a pé (já que tenho tempo para tudo!)

quarta-feira, 19 de março de 2014

Estou um ovo podre!

Constato em choque que estou um tanto ao quanto apodrentada!
No outro dia esfaqueei o dedo malcriado. Ainda pensei em ter aquela conversa que anseio ter com certas pessoas, exibindo o dedo que teimava em ficar hirto e firme, mas lá me contive.
Depois são os costados, andam pela hora da morte, tenho a sensação que fui árbitro numa daquelas lutas de sumo e fui apanhada na malha.
Para terminar, se bem que não pela primeira vez, entortei o pé do costume. Da última vez que me aconteceu, estava com uma pança de 8 meses (daquelas que parece que embuchaste uma gigantesca melancia), vai daí espatifei-me na chão, engessei a pata e valeu-me umas espampanantes acrobacias.
Tenho agora um andar novo, que me dá um estilo do caraças, mas ainda assim não me atrevo a ir ao hospital. E porquê, perguntam vocês? Porque uma gaija, não tem tempo para estar doente!
A BigSister também anda meia desmanchada, depois de ter tirado fora tudo o que não prestava.
É portanto, bem provável que um dia destes vejam por aí duas múmias com um ar alucinado, a tentar pescar umas criaturinhas agitadas. Nessa altura, é favor vir em nosso auxílio, pode ser que ganhem o óscar de embaixador(a) da boa vontade.
Entretanto e perante tanta maleita vou explorando como posso o trabalho infantil...

segunda-feira, 17 de março de 2014

Marquesinha, a gasparzinha!

 
Sábado à noite- jantar fora- restaurante cheio (de marcadores envergando o belo do marcador a dizer: “reservado”), saco do meu charme e peço ao empregado se prevarica e libera uma mesinha reservada para a família feliz. Ele cede! Daí para a frente, tudo material digno de um post.
Passavam mais de 21 horas de um novo dia e o restaurante continua cheio de mesas com indício de reserva. Provavelmente esperam uma avalanche de criaturas! (pensei eu)
Lá nos sentamos meio a medo do que por aí vinha.
Logo que pode, o servente tira os olhos do futebol e vem em direção à única mesa ocupada com gente de carne e osso (a nossa). Peço sopinha para as marquesas, mas não tenho resposta positiva e tenho cada vez mais a convicção de que não estávamos para ali previstos e tudo o que se arranja são restos de um enorme evento que se avizinha.
Socorro-me de um menu infantil, talvez consiga saciar as ávidas crias. Na linguagem destes sabedores, o menu infantil é assim composto por uma salsicha e ¾ do prato com batatas fritas.
Lá fomos conquistando alguma atenção ao funcionário, apesar do jogo muito estimulante, e qualquer distração poderia deixá-lo desvairado.
A marquesinha gama tudo o que é salada do prato do pai e suplica-lhe tchim-tchins de 5 em 5 minutos.
Saímos de fininho, empanturrados de desagrado. À frente vai o paizinho com a piquena, e eu fico para trás a rastejar a Marquesa R, que aproveita para coreografar o musicol.
Eis senão quando, rebenta uma bomba, pensei eu, ou talvez não, mas certo é que se assemelhada ao estrondo. Toca o alarme real! Vou a ver, estava a marquesinha esbardalhada na porta de vidro. Largou o pai e veio a passo de bala ter com as ladies. Pensou com certeza que  era o fantasma gasparzinho, ainda assim não conseguiu transpor o vidro.
Concluindo, chorou que se fartou. O mais desconcertante foi que nenhum inocente de dentro do restaurante se mexeu, apenas uma transeunte nos aborda oferecendo ajuda.
GandasBois! Nunca mais lá volto!  Foi aliás, muito provavelmente o que pensaram os clientes fantasma que tantas mesas reservaram !

quinta-feira, 13 de março de 2014

A bicha anda muito saída!

O que se passou foi o seguinte, homem-bala decidiu fazer uma pequena remodelação à mansão do bicho-bicha, agora bicha-sem-nome. Pelos vistos o T0, não seria suficientemente espaçoso dada a velocidade estonteante de crescimento com que nos brinda.
Vai daí resolve enveredar pela arte da carpintaria e produzir a mansão (terrário) para a bicharoca. Semanas depois nasce um tenebroso caixão preto, que homem-bala entende, deve fazer parte da decoração da sala. Gesticulei, gani, espingardei, mas de nada me valeu. Rebentou a escala da persistência e convenceu-me que se tratava de uma decisão provisória até que a cave esteja pronta (tarefa aliás que lhe está designada). Por outro lado, nas entrelinhas, já foi dizendo que a cave tem pouca luz e tal…
Nada disto seria realmente crítico, não fosse o facto de, dadas as dimensões do caixão, este estar precisamente em frente à mesa de jantar, e portanto, ter o deleite de me lambuzar com vistas para o deserto. Querem mais espetacularidade?
Continuando…  para quem conhece o homem-bala sabe bem que é rapaz para fazer tudo, mas tem uma costela de Gaudí, qualquer obra-prima fica sempre inacabada. Esta não foi exceção, por isso, tínhamos, provisoriamente coberto por um plástico, um caixão, sem a frente que será em vidro.
Ora, a bicha-sem-nome, já tinha dado provas de destemida quando no primeiro dia da sopeirinha, se lançou para o abismo, de para aí um metro de altura, em direção ao hall.
Resolvido a primeira embrulhada, homem-bala, garante que com o reforço de fita-cola no plástico a tinhosa não avançaria mais. Mas se havia dia que ela entendeu provocar, foi precisamente o de ontem, aproveitando a facto do padrasto não vir dormir.
Não preciso de dizer que quando as marquesas e a matriarca chegam a casa, dão de caras com aquela bonita paisagem. A bicha-sem-nome, juntinho às escadas que dão para os quartos.
Mais uma vez desejo-lhe o fim, mas desta feita, não há quem me socorra. Falso, valeu-me o meu “Agente D” (o meu arrojado sobrinho), que acompanhado pelo pai veem de sirenes em riste, anunciando o isolar do local do crime, resolvendo num esplendoroso instante o enredo.
Quem não se safou, foi mesmo homem-bala que perante tanta ameaça, resolve alterar a agenda e fazer mais 300km, que é para aprender!

segunda-feira, 10 de março de 2014

O primeiro dia da sopeirinha.

Ao fim de algumas semanas de abandono, finalmente encontro a sopeirinha maravilhosa, o “crème de la crème”. Certa, de que, com as referências, terei garantida a limpeza possível para sobreviver aos perseverantes tsunamis que embirram em passar pela minha mansão.
No que toca a predicados, da minha parte está tudo nos conformes, quanto ao homem-bala, nem por isso, ficaria sobejamente mais satisfeito se fosse mais novinha e boooa! Assim sendo, está muito bem assim!
Tudo a postos. Roubei algum do meu precioso tempo de domingo (e dela também) para acertarmos agulhas, algumas advertências e vamos em frente que atrás vem gente.
Explica-me, com alguma delicadeza o seu repúdio pelo bicharoco, temendo que o ainda suposto lugar estivesse em perigo. Explico-lhe, que sou solidária na arte de o exterminar se preciso for, e que portanto, tem em mim uma aliada para com discreta mestria o aniquilarmos.
Combinamos já para hoje a primeira empreitada, eis senão quando 5 minutos depois da hora marcada para a entrada ao serviço, aciona o meu aparelho portátil. Naquela fração de segundos antes de atender, conjeturo:
“- Ó menina, parti um cabelo e não me estou a sentir-me nada bem…” – ou numa prespectiva mais drástica – “não consigo entrar, parti a chave na porta!”
Páro com a palhaçada e atendo:
“É que o bicho está aqui nas escadas!” – exclama com o terror que o momento merece. Parece que a estou a ver, em bicos de pés e com a vassoura numa mão e telemóvel na outra à espera do meu aval para banir o nojento rastejante.
Não me atravessei, não tinha outro remédio, senão dizer-lhe que o estimulasse ao suicídio, encorajando-o a cair inadvertidamente pelos outros degraus até às profundezas. Dado que eram as escadas da cave, mais baixo não poderia ir, só mesmo para debaixo da terra, se a força assim o consentisse.
Se bem que com o distanciamento que o instante permitia, não desejasse infinitamente mais o falecimento do responsável pela ocorrência. Fosse isto acontecer comigo e estaria já com um processo de suspeita de assassinato. Eu, sinistra terrorista, capaz de matar?!
Só me resta confiar que após este episódio, a minha querida sopeirinha se mantenha firme e hirta naquela que será decerto a mansão mais alegre que irá algum dia cuidar, e que consiga fazer a lida com perfeição.
Entretanto contactado para, em missão de urgência se dirigir ao local do crime a fim de remediar o imbróglio, homem-bala, solta umas gargalhadas e disponibiliza o seu fim de dia para cuidar do “coitadinho, é tão pequenino”. (como isso por si só não fosse ainda mais repugnante!)
Ri-te ri-te, não tarda brindo-te com uma depilação a cera nas zonas secretas que tu vais ver!

sexta-feira, 7 de março de 2014

A minha mansão é uma animação! Episódio #3


Passou o Entrudo, no entanto, e porque o senhor bom tempo, nesse dia resolveu ir pró Brasil, vai daí, na bela recém-fundida freguesia de Leça da Palmeira acontece hoje o cortejo das criancinhas.
Ora a minha noiva, moída que ficou com a insistência em lhe procurarem pelo nubente, decide desta vez escolher uma palhaça. Desconfio que ficou a saber que foi precisamente isso que lhe chamei quando se foi chibar ao pai sobre o bom ambiente que se vive no meu local de labuta.
Palhaça! Não sei se não será um bocadinho pior, mas siga.
Apesar de notificada dos eventuais gracejos que será alvo, mesmo assim preferiu a troca,
envergando esse elemento super discreto (narizinho vermelho), uma pintura facial que em bom rigor era mais rupestre, dado o sobejo tempo que a manhã proporciona para pormenores e vamos a isso. Ainda assim, leva algumas dicas na manga, caso algum palhaço a inquiete!
Até aqui tudo bem, quer dizer tudo como se arranja, eis se não quando a piolha se apercebe que a mana vai novamente disfarçada e ela népia. Nem mesmo o facto de (e porque hoje é dia de ginástica) levar o fato-de-treino e passar bem por futebolista ou treinadora, a dissuade de se atirar para o chão e se revelar uma verdadeira atriz na arte de imitar o jogador a sofrer uma falta.
A única maneira de a controlar é, e como tenho vindo a provar, fazendo exatamente o que se faz aos cães, oferecer-lhe comida e ela pára imediatamente, levanta as orelhas, abana o rabo e segue-me até ao armário das bolachas. Resolvido!
Garanto que um dia destes lhe ponho uma trela e a ponho a alçar a patinha para não gastar tanto em fraldas. De resto ontem mesmo, já experimentou a sensação de fazer fora da fralda, pena é que tenha sido no banho de imersão! A reação merecia uma curta-metragem, era vê-la a apontar para os flutuantes e a soltar uns Oh! Oh! como se a culpa não fosse dela.
Nossa que biolência!

quarta-feira, 5 de março de 2014

O lá lá ó óóó óóó... mas que frió óóó óóó.

Época festivaleira, forró, laré… é tudo pretexto para encarnar um personagem. Dois ou três adereços, desenha-se a figura e o resultado dá nisto:


Não tenho propriamente espírito carnavalesco, o que eu gosto mesmo é de um bom cromo, que me liberte, que deixe levitar, o resto sai naturalmente, está em mim! 
No rescaldo destaco os melhores momentos. Esplendoroso, foi sem dúvida, o ir trabalhar. Não haja dúvida que o país prestou um gigantesco serviço público, mais rentável neste dia que em qualquer outro, até pelo facto de estarmos todos muito animados, conscientes de que o bom senso imperou e que não fora o nosso esforço, a economia teria descido às profundezas do infortúnio. (primeiro momento - aviado!)
Reflito ainda sobre o que pensariam de mim os foliões com quem me cruzei, com um ar de alface acabadinha de chegar ao mercado, quando pelas 9h ainda eles emborcavam coisas líquidas, sólidas e gasosas e entoavam cânticos aos solavancos. Eu, deprimida, dou por mim a beber a minha meia de leite e o pãozinho com manteiga, ao lado da Amy Winehouse, dois ou três Josés Castelo Branco (travestis, vá) e outros seres galácticos que ali paravam.
Teriam eles a perceção que eu ia labutar? Ou, que é o mais certo, julgariam que seria eu a enfrascada em achar que era dia de canseira?
Bom, heroicamente, já na cadeia, sim, para quem não sabe a minha segunda casa é uma prisão, (se bem que a primeira casa, também à sua maneira o pode bem ser considerada!) recebo a visita do ilustre Homem-bala, que à semelhança de 90% da população curtia o carnaval fora do local onde habitualmente não se encontram disfarces, acompanhado da restante realeza.
Inaugura-se a minha digressão por tudo o que é admirador das réplicas. No meio da expedição a marquesa R insiste em interrogar tudo e todos, sobre o que é a minha profissão, que, por não se assemelhar às mais comuns, não tem lugar no seu dicionário.
Já a piquena insiste em evidenciar o feitio (mau-feitio, diga-se) e ninguém lhe arranca sequer um sorriso, descredibilizando de imediato as minhas crónicas em que enalteço a sua simpatia e reinação.
Submetida a este esplêndido ambiente “carnavalesco”, Marquesa R, sugere insistentemente que me faria uma excelente companhia e assim foi.
À noite, ao jantar a “penetra”, faz um apanhado do maravilhoso dia e explica ao pai que o meu trabalho é espetacular e que até posso ir ao FB! Se ele achava que funcionário público já não faz nada, acaba de encontrar a testemunha que tanto procurava.
Olha-me esta! Considerei isto um aviso e a minha ideia era defender-me, mas está claro que só o facto de ter trabalhado neste dia, responde a qualquer provocação.
Caso para dizer – Que palhaça!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Uma Noiva agarrada a um moranguito.


Hoje levei uma noiva agarrada a um moranguinho.
A Noiva alegre envergando o belo do bouquet, feito de flores felpudas e 0% natural, estava quase tão nervosa como uma verdadeira. Contudo, bem vaidosa por, mesmo que apenas na sua imaginação, ser já uma adulta e hoje ser um dos dias mais felizes da sua vida. Logo, logo verá que não passa de uma farsa.
A mais piquena, também radiante por estar com uma novo look, teve direito a uma pintura facial, replicando o seu moranguito. Na verdade, só a teve por breves segundos, ainda não tem maturidade suficiente para perceber que uma gaija tem que se besuntar toda para ficar mais bonita e portanto, decidiu ver com os dedos como é que aquilo era e num instante passou de moranguinho a pintura rupestre.
A combinação foi perfeita uma noiva radiante, quase que a lambuzar-se com um moranguito!
Aparentemente a onda da Minnie é que dura e dura e dura! Lembro-me de há anos, muitos anos, me ter mascarado de Minnie. Das duas uma ou eu já era muito à frente (também é uma verdade) ou mudam-se os tempos, mas não se mudam as vontades!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O meu carro até assusta os ladrões!

Sabeis bem que o meu veículo é topo de gama, ou melhor já foi, um dia, talvez na minha imaginação. Às vezes confundo sonho com realidade!
Pois bem, para além da direção assistida (a braços), dos vidros elétricos (da frente, e sabe Deus!), e do look que agora decidi implementar, graças à Chuva de calhaus. Tenho a enorme vantagem de ter comando à distância, uma distância tão grande, tão grande que nem lhe chego. Mas ainda assim é muito obediente, é só meter a chave no canhão da porta e se virar para a direita ele imediatamente abre, se virar, para a esquerda ele fecha. Quem dera a muitos ter assim um bólide tão bem mandado.
Aparentemente tudo normal, mas hoje aconteceu magia! Em horas muito alegres (8h00) e sem a ajuda do homem-bala, na ânsia de sair de casa para cumprir todo um ritual que eu adoro, dou por mim a revirar a carteira, o casaco e tudo o mais que se possa imaginar em busca da tão desejada chave que me leva, a mim e às réplicas, a satisfazer os deveres a que a sociedade nos obriga – trabalhar, trabalhar, trabalhar!
Saco do meu olhar ameaçador e interrogo as catraias sobre o paradeiro da dita. A mais velha descarta-se e a mais nova responde-me com um sorriso, como que se eu estivesse a falar ucraniano, todavia, aos seus olhos a pergunta seria qualquer coisa como: (ler com sotaque russo) - sábias que o présidente foi destituído?! - Responde-me com uma gargalhada e vai à vida dela. Aquilo até me aleijou os nervos!
O horror instalado, e a marquesa R lança uns bitaites muito produtivos, um deles aguça-me os tímpanos: Não deixas-te no carro?
À pergunta ligeiramente parva, vá lá, pode ser atribuída alguma credibilidade. Tenho de admitir que a gestão à saída da viatura é mais ou menos assim: Saio eu com tudo o que é quinquilharia, abro a porta da mansão, depois a Marquesa R com os seus haveres e deixo as mãos bem livres para ir recolher a marquesinha da cadeira. Não sem antes, ela me deliciar com uma palhaçada fazendo de conta que dorme, é certo que com os olhos abertos, e largando até um ressonar para credibilizar ainda mais a coisa. Nessa altura, entro na farsa e aproveito para fechar o carro no trinque, no lado do pendura.
Perante isto, já se prevê o que aconteceu, certo! Eu bem que temia que um dia destes isso acontecesse, mas achei sempre que não ia ser assim tão incompetente!
O brilhantismo disto tudo é que ninguém me levou o carro. Talvez seja porque não o acham grande espingarda. A minha vizinha aliás, já tinha comentado comigo, a propósito da queda de calhaus e perante o facto do carro do homem-bala ter partido os vidros em vez do meu:
- Olha que pena, havia era de ser o seu, que é mais velhinho!
Não lhe respondi mas se o tivesse feito, diria qualquer coisa do género:
- É pois, sua vaquinha, o meu é velhinho, devia mesmo era ir para abate, não faz cá falta nenhuma, não é? E se fosses masé trabalhar e deixasses o meu rottweiller sogadito antes que ele te morda?

Valeu-me ter uma cópia em casa, caso contrário adivinhava-se mais despesa e muitos nervos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A prova

Para verem como eu não exagero, aqui fica uma imagem da bicha quando está a escamar!
Agora não digam que sou eu!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Bicho-bicha - Episódio especial

Tenho-me baldado com o ponto de situação da novela romântica “Agora escolha: Bicho-bicha”. Pois bem, hoje é dia de episódio especial, grandes revelações e confidências estão prestes a ser desvendadas.
A propósito, cheguei a pensar fazer uma petição para a extinção irrevogável do bicho-bicha, mas tenho de admitir que consigo retirar alguns momentos divertidos, protagonizados em grande parte pela marquesinha. E também deixaria uma fração familiar ligeiramente desgostosa. Por incrível que pareça, prós lados do homem-bala, há quem ache o bichinho adorável. Pretendem fazer da minha mansão um laboratório de procriação e tentam mesmo convencer das encantadoras vantagens do réptil. Valha-me Deus!
Adiante. Considerando que estamos perante momentos de desânimo nacional, seria também um sucesso de audiências, se lançasse um concurso e de deixasse à vossa consideração o sexo do dito.
Podia ainda, divulgar um número daqueles de valor acrescentado, para vos garantir um chorudo prémio de milhares de euros, o que seria claramente parvo, uma vez que não tenho dinheiro nem para mandar cantar um cego! Sendo assim, prefiro conquistar a vossa atenção pura e simplesmente com a revelação à bruta.
Tendo em conta que é episódio especial, já devem ter percebido que estou a “encher chouriços”, mas são estratégias de marketing (vício de profissão).
Agora que já conquistei a vossa atenção, e uma vez que já devem estar um tanto ao quanto irritados com tanto suspense, passo de imediato à grande revelação.
Não sem antes vos dizer que o animal já mudou de look outra vez, e deixem que vos diga, fica ainda mais feio cada vez que escama. Pelos visto tem a ver com o rápido crescimento, razão pela qual os convidados lá de casa, chegam e dizem mais ou menos aquilo que dizem das marquesinhas: “Ai está tão grande!”.
Isso é deprimente e inspira-me cada vez mais a, sem querer, lançar-lhe, sei lá, uma alface, talvez. Não sei se vos disse, mas o animal pode bater a caçoleta se comer alface.
Pronto, agora que já vos irritei bastante, posso finalmente dizer que o tempo tem determinado que o domínio lá da mansão vai para… gaijas! Gaijas ao poder! O que me leva a pensar, ai onde isto vai parar?!
Não querendo, como é evidente meter o bicho-bicha na mesma gamela que as restantes gostosas da mansão, tudo indica que o bicho é bicha. E digo isto, sem qualquer propósito homofóbico, é bicha, ponto!
Posto isto, deixo só mais uma consideração à “dragona”:
- Querer, queria era que o Lopes da Silva te apanhasse a ti! ... psst…cala-te:
http://www.youtube.com/watch?v=sLihiP2_0_s&list=RDVKTlpgL0Bgw

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Mais um dia para comemorar!

Hoje é dia de ramboia, regabofe, festarola, pantominice, porquê? Porque Homem-bala decidiu que hoje é dia de seu aniversário, é, ele tem destas coisas, uma vez por ano, e tem graça que é sempre no mesmo dia, lembra-se de fazer anos.
Fevereiro é aliás um mês de comemorações, começa com segundo dia, já aqui notado. Ao dia 10, pela primeira vez celebrei o primeiro ano da minha sobrinha maravilhosa, (aquela que rosna por comida), depois o dia de S. Valentim, de que gosto muuuito (devia era falecer!) e vem agora o aniversário do meu homem-bala.
O brilhantismo disto é que o maior presente veio para mim, pois dia 20 é dia de S. Receber, fiquei estonteada com o valor líquido, foi com certeza espremido, tão espremido, que até esguichou para os cofres do estado, estou em crer que foi o sumo que sobrou, foi daquelas laranjas sem ponta de sumo! Para a próxima preferia que me pagassem o sólido, sff.
Voltando ao que me trouxe à conversa, sem entrar em depressões, e lembrando que a vida é ela própria uma festarola. Ontem aproveitei a ausência do (hoje) aniversariante, para, bem à maneira tuga, ir comprar a deslumbrante oferenda. Agarro em meia dúzia de ideias, carteira em riste e lá vou… ah, lembrei-me, tenho que levar as piquenas... hum, deprimo, no minuto a seguir e reflito bem se realmente quero ir a um shopping com duas catraias, procurar um prenda, e sem o gaijo para segurar as pontas.
Bom, mas tem mesmo que ser, de outra forma, não vai ter direito a nada. Fico nostálgica e lembro com saudade os bons velhos tempos em que apetecia-me e fazia, não havia cá rotinas, regras, e tanto fazia ser dia de semana, agora – INCHA!
Cheia de coragem lá vou eu, mais as duas réplicas. À mais velha, que já tem idade para me ouvir, (se bem que perceber, tá 0) explico que vamos só com aquele objectivo. Não há cá Violetta, Disney, gomas ou outros magnéticos que estes senhores tão bem exploram e que me tiram do sério. No carro vai absorvendo a informação, mas logo logo esquece.
A marquesinha, que nunca sabe muito bem ao que vai, mas mesmo assim vai, sempre reinadia. Chegada ao destino, vem-me à memória aquelas festas do norte, e que os Madredeus materializam com a “vaca de fogo”, lá vai ela, ninguém a segura, todos lhe acham graça, mas ninguém a apanha!
Reflito e reequaciono todo o plano. Primeira e única paragem, seja a que preço for, vai estar aqui a prenda ideal, nem que chovam canivetes. E assim foi, aceleradamente, resolvo dar de comer à manada e abalar, não sem antes ter que arranca-las a ferros de tudo o que é carrossel. Elas é que andam e eu é que fico a suar como uma égua e enjoada com tanta turbulência.
Que agradável, já no descanso do lar, apercebo-me da chegada do responsável pelo alvoroço, que antes de me vir idolatrar dá prioridade ao filho casulinha.
Eu que tentava o merecido descanso, sou interrompida por cadeiras a arrastar e outras movimentações estranhas aquela hora, decido averiguar. Dou com um cenário dantesco e o sujeito desorientado.
- É pá, fugiu-me uma barata.
- xxx
Não conto o resto, porque se prevê!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

5 estrelas, esta segunda-feira!

5 estrelas, não podia ter terminar melhor este dia de segunda-feira.
A Stephanie veio plagiar a troika, veio sem aviso, leva tudo à frente sem dó nem Piedade, e deixa um rasto de destruição!
Já vos tinha dado conta das últimas medidas levadas a cabo pelo meu serviço no sentido da contenção aqui. Chegou agora a vez dos cortes no aquecimento.
Ora considerando o estupendo tempo de que temos vindo a usufruir, esta notícia caí que nem ginjas.
Posto isto, aproveitei como pude o último dia em que o aquecimento não foi apenas o do computador. Daqui por diante, resta-me o calor humano e se vir que está difícil, opto por bater palmas ou começar a dançar para aquecer a alma e o corpo. Quem estiver de fora pode até achar estranho, mas obviamente vai acreditar que estamos mais alegres do que nunca e que ali sim, há alegria no trabalho!
Já em casa, o ambiente também é muito festivo, desta feita a protagonista marquesa R, hoje sentiu na pele a ditadura do: eu sou mais forte do que tu, por isso come e cala-te!
A cena desenrolou-se em volta da sopa de hortos com feijão! Entenderam os manda-chuvas que hoje era para comer sem a tortura da varinha mágica.
Foi o holocausto, o Hitler deu-lhe todo o tempo deste dia, mas aqui para a Ângela Merkel estava a ser deveras irritante, pois a rapariga entendeu que venceria se não se mexesse.
Vai daí, caos instalado na vã tentativa de rápida resolução.
Quem estava nem aí, era claro, a marquesinha, que alegre da vida, decide cantar e dançar as músicas que vai pondo no telelé. Por muito séria que me queira manter, acabo por soltar alguns circunspectos sorrisos.
Homem-bala, que encontra no bicho-bicha a terapia para aliviar o stress, decide soltá-lo! A mansão transforma-se numa casa italiana, e a piquena marquesinha, interroga vezes sem fim: A bicho? A bicho? A bicho? Mesmo que alguma alma desta casa queira manter a sanidade é humanamente impossível, indescritível!
A marquesa R, vai passando pelos pingos da chuva, mas sem que os pais desistam, e de quando em vez fazem nova investida!
Depois de algumas tréguas, vamos iniciar a descida do avião preparando um rico soninho, mas e como nada nesta mansão é normal, o homem-bala considerou que estava a tempo de ensinar o hino nacional a uma piquena de 20 meses. Ora o que também não seria de esperar era que ela entrasse em delírio, mas claro que  ama.
Por isso deixo a vossa imaginação à vontade para  traçar o momento. Deixo apenas uma dica: às armas, às armas!

Porque hoje é segunda...

Sem mais...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Love is in the air...

Dia dos Namorados, o dia em que se celebra o amor, a paixão entre amantes e a partilha de sentimentos, a roda-viva da troca de chocolates, dos postais e das flores, os jantares românticos, noites especiais e os planos para arrebatar a cara-metade.
Embebida pelo espírito e na magia do dia, tenho que admitir que… a chuva já me está a irritar!
Quem me conhece já devia estar a achar estranho tanto melaço. Gosto tanto deste dia como de coçar um cãozinho carregadinho de pulgas.
Quer dizer, também não é que abomine, considero só que é um tanto ao quando parvo, vá lá!
Mas bem sei que me espera um final de dia radiante, momentos inolvidáveis de puro amor, tempo para uma inesperada massagem tailandesa, ou um jantar com muito romantismo, ou quem sabe uns docinhos, umas flores e um postalinho onde se pode ler:
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É
cuidar que se ganha em se perder;
Amor, amo-te até ao infinito!
Isto claro no domínio da minha imaginação. Em tradução literal, leia-se:
Mas bem sei que me espera um final de dia estonteante, momentos inolvidáveis de puro horror, tempo para uma tortura chinesa, ou um jantar com muito dramatismo, ou quem sabe uns sarilhos, umas dores e um recadinho onde se pode ler:
Amor, estou que nem te posso ver;
É a limpeza da casa que não se sente;
Sou eu que ando descontente;
És tu que desafinas até doer;
É um não querer mais e ter que ser;
É o bicho que não janta com a gente;
É o tempo que não me deixa contente;
É saber que amanhã continua a chover;

Amor, pró jantar quero cabrito!

E só para termirar, cá uma beijinho chauck http://www.youtube.com/watch?v=tZjBm1NQoVs

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A minha mansão é uma animação! Episódio #2

Por várias vezes já tenho comparado as marquesas a “jecos” (cão vadio, cão sem raça, ou apenas uma maneira terna, à moda do Porto, de chamar cão), mas na verdade, estou mais convencida do que nunca que aqui a cadela sou eu!
Como muitos devem saber a minha empresa é considerada uma das 5 melhores empresas para se trabalhar em Portugal, é marcada pela informalidade e preocupação com o bem-estar dos colaboradores, oferecendo-lhes as melhores regalias, horários e programas de trabalho flexíveis, é uma empresa family-friendly, isto é, reconhece que funcionários e funcionárias têm responsabilidades familiares e aceitam o fato de que essas responsabilidades podem ter um impacto sobre a vida laboral.
Não é nada, estava a brincar! Se o fotografo que veio dizer que o Obama tinha uma caso com a Beyoncé, porque estava a brincar, eu também posso! Então já não vos disse que sou funcionária pública!!!
Mas até tenho um privilégio, uma vez por semana faço ginástica à hora do almoço e esse dia foi ontem, depois de um interregno de várias semanas, o recomeço foi estafante. Vai daí que decidi que me ia deitar cedinho e recompor-me com um revitalizante sono.
Depois de alimentar o ego da marquesinha nas suas exibições apalhaçadas, muitos risos e muita cocega, viro para a marquesa R que está em preparação para os testes. O tema era o sistema urinário e o reprodutor. Saco de hábeis táticas de escape às perguntas mais embaraçosas e lá consegui! Consegui deitar-me, porque isso do cedinho, “tá quieto”!
Mas também de que importa deitar mais cedo ou mais tarde, quando se vai passar a noite em vigília? Foi encantador e inquietante, passei a noite a acudir a piquena e a cantar-lhe…
Seja como for, tive várias horas para tentar perceber o que a criança tinha para berrar e chorar como se não houvesse amanhã, mas confesso que a canseira e a falta de paciência me conduziram próximo de um esgotamento. Uma vez que se baba como um camelo, só me resta acreditar que os sacanas dos molares querem é aparecer!
O Homem-bala, como sempre não deixa a menina chorar, coitadinha! E à semelhança de outras vezes, concluímos que trazê-la para a nossa cama é como guiá-la para a feira-popular, sendo que no carrossel está o pai a fazer de cavalinho e a mãe faz de mulher das cavernas, tudo isto, passado claro, na casa assombrada. De maneiras que, volta para o seu quartinho!
Alegre, é assim que se prevê o dia de hoje, muito alegre. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

E tudo o vento levou... E leva... E vai levando!

Ora aqui estou eu…
Voltei, voltei, voltei de lá…. Tra lá lá
A piquena portou-se lindamente, assim como assim é igualzinha mãe, firme e hirta como uma barra de ferro! Porém contudo, tenho a leve sensação, que para além dos tubinhos lhe devem ter deixado inadvertidamente umas pilhas Duracell! É vê-la a cantar, dançar, a deitar tudo abaixo…
Quem também veio para arrebatar foi a Stephanie, não, não é a do Mónaco! É mesmo a tempestade que veio para devastar tudo. E eu que até já tinha passado pelo pânico da chuva de calhaus, relembrei aqueles momentos de terror, e temi novamente que a casa me caísse em cima. Segundo simulacro e continuo sem plano de emergência!
Desta vez não tive estragos, apenas uma ligeira impressão que um gaijo estava lá fora a preparar-me uma serenata, mas como eu não aparecia à janela, limitou-se a passar a noite toda a assobiar e a sacudir as persianas! Chato! É que nem me deixou dormir sogadita!
E agora venho trabalhar cheia de pujança e tesura e não é que está uma brisa estranha! Eu quero, porque quero, e quero muito vir trabalhar e o sacana do vento empurra-me para trás. Eu até voltava para casa, sabem bem como preciso de um dia para repor energias, mas não me parece que a desculpa seja credível:
- Ah e tal, eu vim, eu até estava quase a entrar, mas o vento empurrou-me!...
Estou a ficar sem forças para lutar contra ele, por isso aqui vou eu...
Se aparacer nas Maldivas ou Miami, no problem!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Com o coração apertadinho!

Amanhã a marquesinha, vai a modos que, meter uns tubos pelos "óbidos" a dentro...
Estou com o coração muito apertadinho e tenho pesadelos, tenho ataque de pânico só de pensar que me possa aparecer assim?


Não vá alguém confundi-la com um abajour!
Também tenho inquietações sobre os atributo sonoros que entretanto possa vir a adquirir.
Ora quem me conhece, sabe bem que falo pouco e baixinho! Será que a piquena me vai expulsar de casa?
E agora? Agora...

Estoy muy nerbiosa...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Parabéns ao FB, muitos likes de vida...

Chi patrão.. o Facebook faz anos e fez um vídeo para mim? Gostei sim senhora...
https://www.facebook.com/#!/lookback

Qual é o melhor dia para praticar o amor?


Um estudo publicado pelo site “Love Honey”, chega à conclusão que o melhor dia para fazer o amor, é o sábado ao final do dia.
Primeira pergunta: O estudo abarcava os casais com filhos? Sábado ao fim da tarde? E o quê que se faz à criançada? Só se for a alta velocidade, sem lugar a gemidos e num local ultra secreto.
Depois, é preciso que não estejam visitas, de outro modo vai dar barraca.
Eu cá tenho as minhas dúvidas, não por não ter apetite, às vezes bem que trocava as maravilhosas empreitadas domésticas, aliadas aos “oh mããeeee”, por umas cambalhotas valentes.
O mesmo estudo fala de, em dias da semana, apenas 10% dos casais acasalarem pela manhã, por receio de se atrasarem para o trabalho. Ora, haja algum iluminado que explique ao homem-bala que isso é uma razão válida?
O mesmo site aconselha os casais a marcar na agenda quando vão fazer amor. E eu tudo bem, estou aqui a olhar a ver onde é que vou encaixar essa “tarefa”… hum hum… e se for aqui?!... se calhar, aqui não dá…  hum … não estou a ver?! O tempinho que me resta, por norma, aproveito-o para dormir.
Acaba a concluir que dois terços dos inquiridos apontaram o verão como a época mais propícia para o sexo, enquanto 16% escolheram o inverno. Ora sobre isto não tenho a mínima dúvida, o ritual de arrancar a vestimenta em período glaciar é bem mais penoso do que quando andamos mais descascados, e aí tudo “rola”.
Sobre este assunto, resta-me acrescentar que faltou ainda averiguar o melhor local. Em cima da máquina de lavar? Na cozinha? Se bem que mesmo assim me parece que sábado ao fim da tarde não?!
Claro que não vou dar conhecimento do estudo ao cientista da mansão, se não ainda se lembra de levar a investigação a tese de doutoramento e valha-me Deus! Chego a temer umas aulas extra!
Ó meusss amigosesss, num havia necessidade… o amor é quando um homem quiser!!! (e o mal é mesmo esse, um homem quer sempre!!)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

02.02.2002

Podia muito bem ser o nome de uma exposição ou o número de série dum lamborghini, quem sabe talvez um código de acesso a uma conta na Suíça.
02.02.2002, é muito mais do que possam pensar. Foi o dia em que me colei ao homem-bala e ele a mim, o dia em que entendemos que uma capicua conciliada à chuva poderia ser um bom presságio para um “felizes para sempre”.
Noup! Não fomos felizes sempre, nem sequer somos um exemplo a seguir. Vamos embirrando, fomos assim e vamos continuar a ser, de outra forma não seriamos uma espécie de Nelo e Idália (não que o homem-bala seja abichanado!).
Temos as nossas peculiaridades e alienações e estamos quase sempre às cabeçadas, mas o que fazer?! É mesmo assim e se calhar assim será por muitos anos, quem sabe? De outra forma não seriamos Nós.
Destes desvaneios, cambalhotas e piruetas germinaram duas primorosas marquesas, razão pela qual muitas vezes encontramos sentido para esta passagem.
Muitos poéticos esperam que espete para aqui uma historieta muito romântica, uma declaração de amor que tenha recebido ou uma banda sonora da minha vida. Lamento, mas não somos assim! O que realmente nos fez e faz rir acontece muitas vezes no esconderijo da mansão ou em pequenos ápices que nos levam a ver que o amor não se faz, vai-se desfrutando. E com muitos altos e baixos, (como um interruptor), e com inúmeras embirrações e caprichos de ambos, que não raras vezes resultam em mais júbilo. E é tão bom!
O que é certo é que o balanço é indiscutivelmente positivo, o que sinceramente me faz pensar no que por aí vem.
Pois bem, resumindo, se um dia pensarem que a conquista é uma empreitada única e vitalícia, meus amigos e amigas, como diz o portuense – “Bai à bolta!”. Tudo isto dá muito trabalho, implica muitos sacrifícios, muita dedicação, muitas renúncias, muitas perdas e sobretudo muita cedência, para de alguma forma nos sentirmos retribuídos.
Ahh! E isso das capicuas, mitos e lendas, casamento molhado, casamento abençoado é uma treta, é como tiver que ser!
Então  em vez de um almoço romântico a dois, vá lá no máximo a quatro/ cinco (contando com o dragão), com lagosta e muito marisco, fomos almoçar fora é certo, mas foi a casa da sister com  resmas de gente, que assim não há cá romantismos, quanto muito... ups... agora não posso, vem aí o homem-bala! Até amanhããã...... 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A minha mansão é uma animação...

Hoje decidi dedicar algum tempo à maldita beleza, e resolvi ir pintar a trunfa, claro que não fui a única a ter a ideia e portanto em vez de uma hora, demorei aí umas três. Meio de propósito, fiquei sem bateria no telelé, ainda tive tempo de passar na confeitaria e levar uns docinhos para mimar os glutões, mas de nada me valeu, quando cheguei á mansão estava o caos instalado.

Pela sala é bem possível que tivesse passado um furacão, pela cozinha (que é a mesma coisa) os habituais devoradores, mas daqueles que deixam uma rasto imensurável, de maneira que pego nas cachopas e toca a meter em vinhadalhos (que é como quem diz no banho), sal (de banho), shampoo para cabelos rebeldes, e uma loção à base de lixívia. Mas para quem é mãe, sabe bem que o efeito nestas criaturas depois do banho, é mais ao menos o mesmo que o dos cães, ao princípio não querem ir, mas depois ficar tresloucados!

No rescaldo e já depois do bandulho cheio, cabe-me a mim arrumar a bagunça, nessa altura conto sempre com a masrquesinha para meter a loiça na máquina, e quando digo meter, estou a ser muito meiga, porque na verdade ela está mesmo atirar.

A marquesa R engalfinhasse com o tablet e o homem-bala fica a venerar o casulina, o filho mais novo, o bicho-bicha. Ora a marquesinha que ainda acha graça a ser mandada, corre de um lado para o outro como que a exibir troféus – ó pra mim tão educadinha!

Até aqui tudo bem, quer dizer, talvez não, bem até aqui tudo mais ou menos bem, eis senão quando a marquesinha aciona o alarme depois de se ouvir um estrondo. Ora a marquesinha ao contrário da irmã, raramente abre a torneira e portanto quando o faz é caso para manter o inem sobre aviso. Perante o acontecimento a marquesa R, nem pestaneja, não vá o tablet ganhar asas e voar sem ela contar, mas ainda assim atira um – caiu no chão?
- não minha querida, caiu no teto! - contraponho certa de que vai reagir, mas nem assim!
Eu com as mãos ensopadas suplico ao homem-bala que reaja. Ele que sem eu perceber trazia o bicho-bicha no pescoço, temendo uma queda do animal, levantasse como que a encarnar o godzilla, com aqueles braços arqueados e com manobras de malabarismo lá pega na catraia, e um tanto ao quanto em pânico vocifera um – ai que está a deitar sangue pela boca! – e lá vou eu em versão flecha socorrer a piquena, mas dou de chofre com o raio do tinhoso encavalitado no lombo gajo… só me apetecia lançar-lhe um gás capaz de o fazer voar até ao deserto que é lá que devia estar! Mas uma vez que o foco é a marquesinha que está em apuros, o asqueroso passa a segundo plano!
Quando tomo conta da ocorrência, e uma vez que a miúda já estava a achar escarcéu a mais para uma quedazinha, olhando para nós com cara de quem – está tudo bem, que exagero! Olho bem e lá estava ele, o malvado... morango!!! Ali enfiado pela boca dentro, armado em sangue!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Fui abandonada... como uma cadela!

Que eu sou uma princesa a modos que, pouco convencional, já se sabia, que tenho uma vida de cadela, também já se constava, mas em boa verdade, quando dei o título ao blog, nunca pensei que a minha vida fosse mesmo assim tão... PQP…alegre, vá!
Não é que agora fui (esta parte é para ser lida a cantar, a música é aquela da Ágata)
Abandonada, abandonada
Serei sempre uma princesa meia atolambada
Abandonada, abandonada
Foi assim que ela me deixou, sem vida e sem nada
Foi a minha auxiliar da vassoura esfrega retretes (também conhecida por empregada) que me abandonou. E agora?! Ai que estou a falecer… ou talvez não, talvez esteja apenas a passar-me. Não sei se me faço entender, eu não tenho tempo!
Das duas uma, ou deixo de trabalhar ou deixo de dormir. Vamos lá fazer o exercício:
Deixar de trabalhar. Talvez não fosse má ideia, assim como assim, estou bem perto de gastar mais para trabalhar do que ganhar, se bem que não me imagino sem o mulherio lá do serviço a atormentar-me o neurónio (o único que tenho), ou a implorarem-me para eu me calar, ou a suplicarem para não cantar. Não, não, não me parece grande solução, e depois como é que sobreviviam sem mim? Primeiro hipótese, fora de questão.
Segunda hipótese, deixar de dormir. Hum… pode ser, quer dizer, não sei…já tenho tido umas boas aulas, ainda esta noite foi um forrobodó, e não falo das piruetas com o homem-bala, foi mais a marquesinha que adora mostrar-me que a noite é para desfrutar e não deve ser desperdiçada com um sono revitalizante. A piquena que humanizou a personagem do Baby Shrek, (uma vez que a mãe é Fiona), sofre para chuchu com a cera no "óbidos"  (termo não convencional para ouvidos), e é só de noite, que assim não maça as educadoras, prefere inquietar a mãe. Em desespero acabo por levá-la para a nossa cama, mas a catraia parece uma cadela naquele ritual que os cães têm antes de se deitarem que demoram uma eternidade, para depois adotarem as posições mais estranhas, então rola, rebola, volteia, vira, revira e volta e virar! Quando digo uma cadela, refiro-me a uma raça específica - caniche, porque a piquena agora decidiu homenagear o Marco Paulo nos tempos áureos, ou o Serafim Saudade, enverga uma sublime carapinha que teima em não crescer.
O ideal seria mesmo trabalhar só um bocadinho para manter a sanidade e o “cumbíbiu” (outro termo, menos vulgar para convivência, apenas utilizado no Porto), ganhar o dobro do donativo mensal (há quem lhe chame ordenado, mas eu não consigo), mas ganhava algum tempo para as limpezas e já agora para dormir!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ESTÃO ME AQUI A PROVOCAR...

Acabei de concluir que as páginas que metem comezainas têm muito mais gostos do que a minha.
Como estou ruida de” imbeija”, tomem lá…


Fui eu que fiz, fui eu que inventei!!
Tá bem assim? Será que assim vou ter mais

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sai da frente Guedes...



O medo é uma cena que a mim não me assiste…
Anda aí uma campanha das farmácias portuguesas (para ouvir http://bit.ly/1fquOjt) que fala das vantagens e recompensas de uma dor de cabeça ou de uma entorse, tudo isto a troco de ofertas.
Vai daí, um dia destes de chuva bem fresquinha, eu que sou uma rapariga que não perde uma boa pechincha ou uma promoçãozinha, esborrachei-me "na chão" como se não houvesse amanhã.
Ainda por cima levava a marquesinha ao colo. O instinto maternal fez com que mais parecesse a estátua da liberdade a erguer a catraia para que não se magoasse. E até que consegui, visto que ela perante aquela turbulência, apenas suspirou um singelo “ai”, como quem diz: o quê que te deu para te pores na palhaçada aqui no meio da rua e ainda por cima com chuva? Estás-te a passar ou quê?
O que é certo é que, num ápice me levantei, parecia uma mola, não fosse alguém ver as figurinhas a que eu me presto.
Resumindo, fui atrás da publicidade, para ver se ganhava um desconto na farmácia, e ó pra mim, ganhei foi umas amolgadelas e os arranhões, para não falar das dores que ainda trago. – BURRA!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Sariu ensina...

- É assim tão difícil ser seguidor do Blog?  
- Nãããoo!!

Passo 1 - Clicar sobre ícone "aderir a este site"

Passo 2 - Escolher a conta que quer ficar registado no site. Selecionar uma das contas apresentadas

Passo 3 - Caso não tenha uma conta, pode criar. Por exemplo uma conta Google pode criar, clicando no ícone "inscrever-se". Depois da conta criada é só  introduzir nos campos abaixo indicados na foto (email e senha)

  
Passo 4 - Após introdução dos dados de email será reencaminhado para o blog e  é oficialmente do "Clube de fãs da Sariu - a princesa que tem uma vida PQPariu".

É preciso um desenho? 


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ó faxavori! Era para parar se puder ser!?

Começo a ficar um tanto ao quanto cansada de receber e-mail´s a convidar-me para tudo o que é evento cultural. Não que eu não aprecie, mas vamos lá ver se me faço entender...
O povo está a dar comigo em doida! Será que esta gente ainda não percebeu que a minha cultura agora é outra?! O que acontece é que a malta continua a espalhar convites para tudo o que é evento social/cultural e eu a modos que agora é mais bolos!
Depois do último filme da Disney Pixar, só me lembro de ver o “Gritos”, ali mesmo ao vivo e a cores, uma longa-metragem gravada em direto na minha mansão.
E eu até sou uma gaija da cultura, mas a verdade é que a última obra de arte que vi, foi mesmo uma pintura rupestre que a marquesinha fez em vários suportes!
As últimas festas que fui, foram aquelas em que há palhaços e insufláveis e tudo o que uma criança sonha. (Se bem que nas festas dos mais crescidos também podemos encontram palhaços e não raras vezes também terminam em colchões mais ou menos insufláveis.)
Ainda tentei ir ao concerto da Alicia Keys, mas ninguém “Keys (quis)” e o melhor que se pode arranjar foi a Maria Callas e o Pavarotti ali ao vivo, num ambiente mais intimista, chamemos-lhe assim!  A música agora é outra, é mais Caricas e Xana toc toc. É muito mais fascinante o mundo do Panda e da Violetta…
E livros? Livros não lê? (estarão desse lado a pensar) Claro que leio, já sei de cor os contos clássicos e reconheço na Anita, uma verdadeira bimby, a miúda faz tudo… Anita vai à escola; Anita na cozinha; Anita perdeu o cão; Anita no Ballet; esmiuçam a catraia até ao tutano, chegam a fazer de mamã!
Aah e uma noitada, isso sim. Isso agora é à fartazana, só por dizer que substituí as bebidas mais espirituais pelo leitinho morno. Drogas é que nem pensar, só mesmo Ben-u-ron, Brufen, Actifed, Aerius e por aí fora.
A esses sábios e letrados queridos quero dizer que, não tenho tempo para alimentar o intelecto, mas ganhei, muito, mas muito mais. Tenho uma descomunal recompensa, recebo totalmente grátis beijos e ternura com olhares puros e sem qualquer receio de “haver outra”! Qualquer coisa como comer uma francesinha depois de uma maratona!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Publicidade pura....


As minhas amigas andam a acusar-me de não ter tento na língua. Eeeeuuuu???!!!
À e tal, eu até divulgava mais o teu blog, se não fosses tão malcriada. Alguém me diz onde é que eu coloquei um único palavrão?
Estas bichas, estão-me a enervar! Andam com a mania que são umas puritanas! Assim sendo, e dado que seria uma empreitada inexecutável escrever de outra forma, vou cingir-me apenas a um este post.
Então é assim:
Venho por este meio solicitar ao meu respeitável público, que em nome da minha boa conduta se dignem a propagandear o meu blog, dado que se trata de uma página encantadora e fascinante, mais do que isso, de excelente qualidade e profundo interesse público.
Não obstante, a todos os que como eu dizem e pensam obscenidades, estejam também à vontade para o fazer.
Na verdade esta deslumbrante página, tem tudo para o mimosear com imensas emoções, senão vejam os comentários da minha mãezinha, a minha maior fã!
Seja como for, gosto de pensar que mesmo sem grande feedback, os meus seguidores se divertem com as minhas peças, chamemos-lhe assim!
Agora não me obriguem a pôr-me aqui aos pinchos ou a cantar o... http://www.youtube.com/watch?v=jESR_FuGOe0!!

O Bicho-bicha está a desfazer-se - Episódio #3




O Bicho-bicha está em entrar num estado lastimável! Mais parece um amendoim esmagado por um catrapillar depois de ter passado por uma tempestade tropical e arremessado para uma máquina de secar à pressão. Quer dizer, não sei, talvez esteja a dramatizar um bocadinho, na verdade não consigo propriamente imaginar um amendoim na máquina de secar.
De qualquer forma é incrível como ainda em contrato individual de peregrino, o raça do bicho-bicha já esteja praticamente a bater records de post´s neste blog.
Felizmente para o protagonista desta história, ontem foi um dia de sorte, pois caso tivesse sido hoje, e dado que o padrasto não está, já estaria datilografada uma certidão de óbito do repelente animal. Tal foi o susto que apanhei quando olhei para ele e o vi praticamente a desnudar. Parecia que por onde passava deixava restos de “cascas de amendoim”. Felizmente para ele, o Homem-bala chegou ao palácio e depois de eu ter acionado o alarme e ligado a sirene no volume máximo:
- Tu tira-me isso daqui que ele está a marar! Amanhã não estás cá e quero ver quem lhe faz o funeral!
- Calma! O bicho está só a trocar de pele.
 Ainda agora aqui chegou e já quer renovar o guarda-roupa. Eu, primeiro que arranje tempo para comprar uns trapos para mim, tenho que fazer uma circular, enviar ao sr. PM para dar despacho e depois vai ao PR, que por sua vez equaciona referendar, e por aí fora, que quando vier aprovação, já mudou a estação do ano, e a mistura de lagarto com ralador de cenoura, já tem direito a novo look.
É incrível como o petulante mamífero está a por em causa a minha longevidade e sanidade mental. Já para não falar da panóplia de petiscos que o carai do bicho anda a impor lá para a mansão, desde a bela da minhoca, ao grilo, agora tenho baratas!!!
Sinistros, é assim que se esperam os próximos dias. O Homem-bala pôs-se na alheta, vai refastelar o belo do bum-bum no hotel e com a maior insolência não levou o animal, sustentando toda a sua defesa no facto de não poder envergar a bela da pochete e dizer no chek-in:  - Queria um duplo, por favor, com uma cama King size e uma de solteiro.
- Vem acompanhado?
- Trago aqui o meu noivo, um dócil dragão. A cama grande é pra ele, eu fico bem na de solteiro. E já agora uma botijinha, que ele precisa de calor. Ah, e tem o National Geographic? É para ele se distrair durante o dia!
Agora liga-me de 5 em 5 minutos a perguntar se está tudo bem? Mais do que isso, tivemos já hoje uma conversa no mínimo anormal, quando me perguntava se estava tudo bem e respondi dando conta dos últimos acontecimentos da marquesinha e ele responde-me que não está a perguntar pela filha!!
Na verdade, quando me diz para ligar a luz ao pindérico, para o manter quentinho ou para não o expor demasiado à humidade e todas as paneleirices que ele exige, o mais certo é que eu o ligue diretamente à tomada! Assim não há frio nem humidade que lhe pegue!

Episódio 1  Mais uma animal lá em casa! 
Episódio 2 Bicho ou bicha.